"Djokovic não terá outro remédio que não seja repensar os seus princípios"

Djokovic, número um mundial

 foto AFP

Tio de Rafael Nadal comenta a polémica em torno do líder do ranking mundial de ténis, Novak Djokovic.

A polémica em torno da não participação de Novak Djokovic no Open da Austrália continua. Desta feita foi o tio de Rafael Nadal a comentar o tema. De acordo com Toni Nadal, antigo treinador do tenista espanhol, o número um do ranking mundial não terá outra opção "que não seja repensar os seus princípios", caso lhe digam "que também não pode ir a Roland Garros".

"Surpreendeu-me que a situação tivesse chegado a este ponto. Djokovic devia ter feito as coisas de forma diferente. Há uma realidade inquestionável: para jogar o Open da Austrália era preciso estar vacinado ou então ter uma isenção médica", começou por dizer em declarações à rádio "Onda Cero".

"Parto do princípio que qualquer organizador quer ter Djokovic, é normal, é um grande jogador e um dos melhores da história. Mas não lhe deram a isenção e o debate, de nos vacinarmos ou não, acabou por transcender o mundo do desporto", continuou.

"Se te dizem que para jogar tens de cumprir uma normativa, podes cumpri-la ou não. Mas se toda a gente tivesse seguido a linha de Djokovic de não se vacinar, não haveria Open da Austrália. O ATP pede aos jogadores que se vacinem e os outros dois que não o fizeram não foram jogar", disse ainda, concluindo então com a ideia de que o sérvio terá de "repensar os seus princípios":

"As pessoas podem ter as suas convicções, mas a dada altura será preciso repensá-las quando te dizem que as coisas não podem ser de outra maneira. Suponho que fará algo, porque se lhe disserem que também não pode ir a Roland Garros, terá um problema. Não terá outro remédio que não seja repensar os seus princípios. Esperemos que a pandemia passe depressa e que Djokovic possa também voltar à normalidade."