"João Sousa e Tiago Pires não precisam de Ronaldo"

"João Sousa e Tiago Pires não precisam de Ronaldo"
Manuel Perez

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Diretor da Polaris Sports e sobrinho de Jorge Mendes garante, em exclusivo a O JOGO, que o tenista e o surfista têm talento e carisma para se promoverem sozinhos.

A aposta em João Sousa e Tiago Pires por parte da Polaris Sports é não só um excelente voto de confiança no melhor tenista e no melhor surfista português de todos os tempos, como abre novas perspetivas na carreira de ambos e na promoção das modalidades nas quais se tornaram profissionais do topo. Luís Correia, diretor da empresa agregada à Gestifute de Jorge Mendes, e sobrinho do credenciado agente FIFA, socorre-se do "talento e do carisma" do Conquistador e de Saca para explicar que a intervenção na gestão comercial dos direitos de imagem destes novos representados "não vai precisar da ajuda de Cristiano Ronaldo", o nome mais sonante da imensa carteira de clientes.

Tal como acontece com o piloto Álvaro Parente e o motard Hélder Rodrigues, a missão da Polaris será no sentido de "convencer as empresas e alertar o mercado para os talentos que existem no desporto, e a utilidade destas duas figuras para se fazer chegar o produto ao consumidor", alargando os benefícios às próprias modalidades. "O ténis e o surf também sairão a ganhar. Por um lado, através dos bons resultados, fundamentais para se falar e promover a respetiva modalidade; por outro, se formos capazes de mostrar às empresas que o apoio garante retorno e benfeitorias ao ténis e ao surf".

Relativamente às portas que se poderão abrir aos dois atletas, o responsável da Polaris prefere explicar que a "a parte comercial terá a nossa ajuda, e quer nos courts quer nas ondas direi que ainda é cedo para anunciar qualquer patrocínio. Só quando os contratos estiverem fechados, serão tornados públicos".

Enquanto Tiago Pires tem, aos 33 anos, uma carreira consolidada ao mais alto nível, João Sousa, de 24 anos, viu a vida dar uma grande volta com a conquista, em finais de setembro, do primeiro título de um português num evento do ATP World Tour, em Kuala Lumpur (Malásia), e a consequente entrada no top 50. E, ao contrário do que chegou a circular nos bastidores, os dois dias que o vimaranense passou em Lisboa, a atender a Comunicação Social, não tiveram o dedo da Polaris. "Não teve nada a ver e nem sequer havia tempo para fazer fosse o que fosse com ele", esclarece Luís Correia.

Também nesses dias que se seguiram ao estrondoso sucesso, o tenista optou por fintar a curiosidade de quem pretendeu saber se o Portugal Open estará na programação da próxima época. Agora que é representado por uma empresa nacional, importava aferir da importância de se expor por cá. A esse propósito, o diretor da Polaris elucida: "Aquilo que garanto é que não iremos interferir no calendário competitivo dos atletas. O importante é conseguirem um bom rendimento desportivo".