Phelps e a depressão: "Uma parte de mim não queria viver"

Michael Phelps

 foto DAVID GRAY - REUTERS

O ex-nadador norte-americano falou sobre os problemas psicológicos que o afetam desde 2012

Vinte e três medalhas olímpicas, uma carreira recheada de recordes e uma luta contínua contra a depressão: Michael Phelps é mais uma prova de como vidas que parecem perfeitas podem estar muito longe de o serem.

O ex-nadador norte-americano, 33 anos, explicou as melhorias que sentiu desde que passou a ser acompanhado por um terapeuta, mas reconheceu que a luta contra a depressão ainda não acabou.

"Há duas ou três semanas sofri um episódio depressivo verdadeiramente arrepiante", contou Phelps, em entrevista à cadeia norte-americana CNN.

"Isto é algo que vai continuar a acontecer ao longo da minha vida. Mas enquanto possa aprender sobre mim mesmo, melhor poderei compreender o porquê de estas coisas acontecerem", acrescentou o campeão olímpico, que ao princípio nem queria ser acompanhado por um terapeuta: "Depois percebi que me encontrava melhor e mais saudável. Aprendi muitas coisas sobre mim que não sabia."

A fase mais dura foi em 2012, após os Jogos Olímpicos de Londres: "Havia uma parte de mim que não queria viver. Gostaria de salvar uma vida, se fosse possível. Seria mais mais importante do que ganhar uma medalha de ouro."

Dois anos mais tarde, Phelps foi suspenso pela Federação Internacional de Natação, por conduzir com álcool no sangue, mas o "Tubarão de Baltimore" ainda voltou às piscinas nos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil, onde conquistou seis medalhas (cinco de ouro) para sair em grande.

Voltar a competir nos Jogos de Tóquio, em 2020, assegura Phelps, está fora de questão: "Terminei a minha carreira num ponto alto. É o que sempre quis fazer. Esse capítulo está encerrado."