CDS quer escalões de formação a treinar

CDS quer escalões de formação a treinar
Redação com Lusa

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A porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia, repudia as orientações da Direção-geral da Saúde

O CDS-PP criticou esta quinta-feira as orientações para a prática de modalidades desportivas coletivas, considerando "inadmissível que apenas dos escalões seniores possam retomar" e defendendo que "a saúde física e mental" dos jovens "reclama a retoma do desporto".

A porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia, repudia as orientações da Direção-geral da Saúde (DGS) e considera "inadmissível que apenas os escalões seniores possam retomar modalidades como futebol, andebol, voleibol, basquetebol, rugby".

O CDS critica, igualmente, que "o regresso às aulas ocorra sem desporto e o inverno sem atividade física, num país em que o desporto escolar tem uma fraquíssima implantação", e defende que "o desporto estimula as defesas imunitárias e cria hábitos de vida que são fundamentais no desenvolvimento saudável e equilibrado dos jovens".

"Depois do confinamento e isolamento social experimentados, a saúde física e mental das nossas crianças reclama a retoma do desporto. Proibi-lo ao mesmo tempo que se permitem eventos culturais e políticos, como a Festa do Avante, é incompreensível e um atentado contra a saúde física e mental das novas gerações", salienta Anacoreta Correia.

O partido apela ao Governo que "intervenha urgentemente nesta matéria, instando a DGS a rever as orientações referidas em diálogo com a Confederação do Desporto de Portugal, permitindo um regresso em segurança da atividade desportiva por parte das camadas jovens".

O CDS pede também ao executivo liderado por António Costa que "não ignore completamente o desporto para deficientes, como aconteceu desta vez, onde não se lê uma única recomendação dirigida a qualquer modalidade adaptada".

Para a porta-voz dos democratas-cristãos, "proibir as camadas jovens de regressar aos treinos e às competições é pôr em causa a subsistência de muitos clubes desportivos e suas escolas de formação, é desfazer equipas e sonhos de futuros campeões" e "é remeter os jovens para uma existência entre portas e para atividades passivas, cujos efeitos negativos (agressividade, obesidade, e outros) estão sobejamente identificados".

Recorde-se que a DGS atualizou na terça-feira as normas para a retoma das competições de modalidades desportivas coletivas, incluindo o râguebi e os desportos de contacto no grupo de alto risco.

A atualização das normas permite a retoma de modalidades como o futebol não profissional, andebol, futsal, basquetebol, voleibol e hóquei em patins, encarregando as federações e os clubes de avaliarem o risco de contágio pela covid-19 e de "elaborar um regulamento específico para a prática desportiva, em contexto de treino e em contexto competitivo, de acordo com a estratificação de risco da modalidade".

Além do râguebi, estão incluídos no grupo de alto risco de contágio, os desportos de contacto, entre os quais o judo, e modalidades como o polo aquático e a ginástica acrobática.