Vítor Lopes e o top 10 no Open de Portugal: "Desperdicei muitas oportunidades"

Vítor Lopes e o top 10 no Open de Portugal: "Desperdicei muitas oportunidades"
Redação com Lusa

O golfista português reagiu ao desfecho da prova que conta para o European Tour

Vítor Lopes liderou durante três dias o 58.º Open de Portugal e tinha "expectativas altas", mas na última volta perdeu o título para o sul-africano Garrick Higgo no Royal Óbidos Golf Course e terminou em sétimo.

"Desperdicei muitas oportunidades, fui três vezes para a água e isso penalizou-me em três ou quatro pancadas. Deixa um sabor amargo, estive a liderar nas três primeiras voltas, mas tenho de estar satisfeito. Este é o meu segundo torneio no European Tour como profissional. As expectativas eram altas, mas tenho de estar satisfeito", sublinhou.

Depois de partir para a derradeira ronda com uma pancada de vantagem sobre Garrick Higgo e o espanhol Pep Angles, o jovem algarvio, de 24 anos, não foi capaz de superar a pressão e acabou por registar três bogeys (nos buracos 3, 7 e 8), cinco birdies (5, 6, 14, 16 e 18) e um duplo-bogey (15) para entregar um último cartão com 72 pancadas, totalizando 275, 13 abaixo do Par do campo.

"Estive os quatro dias sozinho, não foi fácil, sobretudo estando a liderar a competição, dando maus shots. No buraco três fui logo para a água, ainda consegui controlar as emoções, fiz dois birdies, mas ver que os outros estavam a subir e eu a descer, não foi fácil. Arrisquei mais e fui mais duas vezes à água. São experiências. Posso dizer que liderei três dias no European Tour, mas tenho de melhorar na última volta", reconheceu, confessando ter sentido dificuldade para lidar com as "emoções".

Já o sul-africano Garrick Higgo, após completar os 72 buracos no Royal Óbidos Golf Course com um agregado de 269 pancadas, 19 abaixo do Par, garantiu que é "maravilhoso" ser o novo campeão do Open de Portugal, torneio dotado de 500 mil euros em prémios monetários.

"Pensei que iria ser um pouco mais fácil nos últimos três buracos, mas o Pep [Angles] não facilitou. Aquele birdie no último buraco foi muito bom", admitiu, depois de uma última exibição sem erros e com sete birdies (1, 4, 5, 6, 8, 11 e 18), referindo-se aos três birdies consecutivos (16, 17 e 18) do espanhol Pep Angles, que terminou em segundo lugar à distância mínima.

Graças ao primeiro triunfo no European Tour, Garrick Higgo deverá subir ao 81.º lugar da Corrida para o Dubai e torna-se no terceiro sul-africano a vencer esta temporada no Circuito Europeu, depois de Grace Branden no South África Open e George Coetzee no Portugal Masters.

"Ainda podia ter feito melhor, o golfe é sempre assim. Foi bom. Acho que não fiz um "bogey" em dois dias, por isso estava mesmo em forma. O meu jogo curto estava muito bom", acrescentou.

Tal como Higgo, Pedro Figueiredo acredita que a sua última volta com 65 pancadas, a melhor entre os jogadores portugueses, deveu-se, sobretudo, ao facto de ter sido mais eficaz nos greens, o que lhe permitiu subir ao grupo dos 18.º classificados, todos com 279 pancadas, nove abaixo do Par.

"Nas primeiras voltas fiz seis greens a três putts, hoje não fiz nenhum e, no fundo, resume-se a isso. Joguei bem do tee ao green, criei várias oportunidades para birdie e concretizei a maior parte, dai o bom resultado. É uma grande última volta que me permite subir alguns lugares na classificação e o "top 20" é o meu melhor resultado este ano, portanto saio daqui satisfeito", lembrou.

Já Ricardo Santos não foi capaz de cumprir os objetivos traçados, mas assegura sair do Open de Portugal "com confiança por ter conseguido dar a volta nesse aspeto.

"O balanço é positivo, apesar de ficar aquém das minhas expectativas neste torneio, especialmente pela forma como senti o meu jogo. De qualquer forma, saio satisfeito com o meu jogo, que é nisso que me tenho de focar e não no resultado", defendeu, após a 24.ª posição, empatado, com 280 pancadas, oito abaixo do Par.