Vice-campeã olímpica Lupe González com novo processo por falsificação de provas

Vice-campeã olímpica Lupe González com novo processo por falsificação de provas
Redação com Lusa

A nova infração tem a ver com o decurso da primeira que resultou na punição aplicada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) da "World Athletics" - que o TAS agora confirmou - quando a marchadora de 31 anos justificou o doping com o "consumo de carne contaminada" nos dias anteriores ao controlo

A vice-campeã olímpica dos 20km marcha no Rio2016, a mexicana Guadalupe "Lupe" González, viu esta terça-feira ratificada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) uma sanção de quatro anos por doping e enfrenta ainda um novo processo por "provas falsas".

A nova infração tem a ver com o decurso da primeira que resultou na punição aplicada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) da "World Athletics" - que o TAS agora confirmou - quando a marchadora de 31 anos justificou o doping com o "consumo de carne contaminada" nos dias anteriores ao controlo.

"A AIU acusou o atleta de uma segunda infração por manipulação, como resultado da apresentação de documentos falsificados, provas fabricadas e ainda por procurar o depoimento de falsos testemunhos durante o procedimento ante o Tribunal Disciplinar da "World Athletics"", revelou a AIU.

A sanção, que poderá vir a ser agravada caso se comprovem as novas acusações, começa a contar em 17 de outubro de 2018, pelo que "Lupe" González não vai participar para o ano em Tóquio2020: ainda assim, os seus resultados desportivos anteriores a esta data mantêm-se, caso ainda da prata nos mundiais de 2017 em Londres.

Trembolone é um esteroide anabolizante proibido e foi detetado num controlo fora de competição.

A mexicana recorreu do castigo que a "World Athletics" lhe impôs em 09 de maio de 2019, contudo o TAS não aceitou os seus argumentos.