Surfista Miguel Blanco assume papel de embaixador das causas ambientais

Surfista Miguel Blanco assume papel de embaixador das causas ambientais
Redação com Lusa

Foi campeão nacional em 2018 e 2019.

O surfista português Miguel Blanco é o embaixador da "Waste Wave", instalação do artista plástico Bruno Costa, em exposição no Oeiras Parque, assumiu este sábado a vontade de continuar a ser uma voz ativa na defesa do ambiente.

"Com certeza que me sinto um embaixador das causas ambientais, não só pelas ações que tenho vindo a fazer, desde limpezas de praia, consciencialização dos mais novos e vários projetos ativistas para reverter a pegada carbónica - como plantar 'kelp' (algas) ou corais -, mas também porque acima de tudo sou surfista e tenho uma relação com o mar", disse à Lusa o campeão nacional em 2018 e 2019.

A "Waste Wave" é uma grande onda em efeito três dimensões (3D), criada por Bruno Costa e que vai estar exposta até 16 de outubro, projetada a partir de resíduos plásticos provenientes do processo de reciclagem do Oeiras Parque, com 90 quilos entre garrafas de água, plásticos, protetores de vestuário, cestos de transporte e vasilhame em geral.

"O impacto visual causado por esta instalação artística, que está disponível ao público no segundo piso do Oeiras Parque, permite refletir sobre as práticas diárias e as rotinas sociais pelas quais todos passamos, possibilitando questionamentos críticos e até o surgimento de soluções individuais e de grupo", destacou Bruno Costa, à Lusa.

Também Miguel Blanco, que assumiu que, enquanto surfista profissional, sente "uma responsabilidade acrescida" na defesa dos oceanos, apontou para o efeito "brutal" da "Waste Wave".

"É impossível ficarmos indiferentes à instalação criada pelo Bruno, tem impacto visual gigante", referiu Blanco, de 26 anos.

O trabalho integra a celebração do Dia Mundial do Mar, que este ano foi celebrado na passada quinta-feira, dia 29 de setembro, e alerta para o uso abusivo do plástico no quotidiano. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a poluição plástica nos ecossistemas aquáticos cresceu consideravelmente nos últimos anos e deve duplicar até 2030.