Presidente do COP recorda proximidade de Jorge Sampaio com as missões olímpicas

Presidente do COP recorda proximidade de Jorge Sampaio com as missões olímpicas
Redação com Lusa

Jorge Sampaio, que foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006, morreu esta sexta-feira, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde 27 de agosto, devido a dificuldades respiratórias.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) recordou a proximidade e acompanhamento das missões olímpicas prestadas pelo antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que hoje morreu aos 81 anos.

"Era alguém por quem tinha uma profunda admiração, do ponto de vista cívico e intelectual, que conheci no tempo da ditadura e tive oportunidade de participar em algumas reuniões clandestinas, em 1973", começou por recordar José Manuel Constantino, em declarações à agência Lusa.

Jorge Sampaio, que foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006, morreu esta sexta-feira, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde 27 de agosto, devido a dificuldades respiratórias.

Em Atenas'2004, Jorge Sampaio tornou-se no primeiro chefe de Estado português a estar presente na Cerimónia de Abertura de Jogos Olímpicos, tendo mesmo acompanhado Rosa Mota, campeã olímpica da maratona em Seul'1988, no percurso da tocha olímpica na capital grega.

"Aquando das missões olímpicas, manteve sempre uma relação de enorme proximidade e enorme acompanhamento. Por natureza, era uma pessoa simples e discreta, mas muito afável e afetivo, em particular com o desporto. Tinha uma enorme paixão pelo futebol, mas acompanhava também as restantes modalidades e atividades desportivas nacional", realçou Constantino.

O presidente do COP assumiu o "sentimento de enorme consternação e pena pelo terminar de uma vida de uma grande referência cívica para Portugal e os portugueses", recordando o seu "percurso cívico exemplar".

"É uma perda muito significativa para uma geração que o começou a admirar como dirigente estudantil, da Reunião Inter-Associações (RIA), na qual foi um dirigente de enorme destaque. Depois teve também um papel muito significativo, não apenas na resistência à ditadura, mas também no apoio a presos políticos", referiu.

Posteriormente, como Presidente da República, depois ter sido presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), entre 1990 e 1995, voltou a estar presente num importante momento da história do COP.

"No exercício desta última função [Presidência da República], teve relações de grande proximidade com o COP, esteve presente na cerimónia de inauguração da sede, que havia sido cedida pela CML, com o então presidente do Comité Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch", concluiu.