Presidente da federação espera ter "a maior missão de sempre" em Pequim 2022

Presidente da federação espera ter "a maior missão de sempre" em Pequim 2022
Redação com Lusa

Chefe de Missão espera participação muito positiva da comitiva portuguesa

O presidente da Federação de Desportos de inverno de Portugal (FDIP), Pedro Farromba, manifestou-se "muito confiante" em ter nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim´2022 "a maior missão de sempre, com mais atletas e mais modalidades".

O também Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos que se realizam na cidade chinesa, entre quatro e 20 de fevereiro do próximo ano, antecipa que Portugal venha a ter uma participação que "será histórica", "muito forte e diferente, nomeadamente das duas últimas", nas quais a comitiva lusa esteve representada com dois atletas em esqui alpino.

Pedro Farromba destacou os "passos importantes" dados pela FDIP nos últimos anos, quer na formação, quer na ligação às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, quer na inclusão das modalidades de gelo, "para conseguir ampliar o número de modalidades e, consequentemente, o número de atletas".

"Deste trabalho, feito em território nacional e junto das comunidades portuguesas, resultou a possibilidade de termos a maior missão de sempre nos Jogos Olímpicos de inverno", disse o presidente da federação, em declarações à agência Lusa.

Neste momento, estão já três vagas garantidas: duas em esqui alpino, uma masculina e outra feminina, e outra em esqui de fundo, que os atletas lusos estarão a disputar até 16 de janeiro, data em que termina o período de qualificação e são conhecidos os "rankings", mas Farromba mostrou-se confiante na qualificação de Christian de Oliveira, no snowboard, e de Diogo Marreiros, na patinagem de velocidade no gelo.

"Três é bom, cinco seria ótimo", frisou Pedro Farromba, à agência Lusa.

Dos 11 atletas inicialmente apontados ao Programa de Apoio à Participação nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim´2022, verba atribuída pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) e gerida pela FDIP, "depois de afunilar", o apoio à preparação contempla atualmente nove atletas e quatro modalidades: Vanina de Oliveira, Manuel Ramos, Ricardo Brancal e Baptiste Aranjo no esqui alpino; José Cabeça, Filipe Cabrita e André Gonçalves no esqui de fundo; Diogo Marreiros na patinagem de velocidade no gelo e Christian de Oliveira no snowboard.

"Temos três garantidos e a expectativa de mais dois. No curling, embora tenhamos tido um desempenho muito acima da média, não conseguimos entrar no torneio de pré-qualificação olímpica, perdemos no último jogo, por uma pedra", referiu o dirigente, referindo-se à equipa de pares mistos que recentemente começou a competir por Portugal.

Pela primeira vez o país tem quatro atletas com o estatuto de alto rendimento e a receberem, além da verba do Programa de Apoio à Participação em Pequim´2022, uma bolsa de solidariedade olímpica, atribuída diretamente pelo Comité Olímpico Internacional, mediante candidatura e com base nos resultados alcançados anteriormente.

São os casos dos esquiadores Vanina de Oliveira Guerillot, Manuel Ramos e Ricardo Brancal e do snowboarder Christian de Oliveira, todos a treinarem no estrangeiro, onde têm as condições adequadas para se prepararem.

"Há um esforço gigantesco dos atletas e das famílias, mas há um trabalho que a federação tem feito para conseguir melhores condições", acentuou Pedro Farromba.

O presidente da FDIP vincou que Pequim´2022 será a quinta presença seguida nos Jogos Olímpicos de inverno "e a terceira consecutiva com programa de preparação olímpica", fruto da aposta que tem vindo a ser feita pela federação e "do reconhecimento que as modalidades de inverno passaram a ter".

Embora a FDIP tenha entregado o programa para os próximos Jogos Olímpicos assim que regressou de PeyongChang, em 2018, a atribuição das verbas para a preparação só foi formalizada em dezembro de 2020, embora a federação tenha um ano antes adiantado esse dinheiro aos atletas, para treinarem e irem às competições.

Pedro Farromba alertou para a necessidade de os atletas saberem com o que contar em cada ciclo olímpico e para a "importância de terem um horizonte de ciclo olímpico para se prepararem, como acontece nos Jogos de verão".

"Não podemos exigir resultados desportivos aos atletas se não lhes dermos condições", argumentou o dirigente federativo.

Em novembro estará em funcionamento a pista de gelo em construção na Serra da Estrela e Pedro Farromba acredita que estão a ser criadas condições para, dentro de quatro anos, poderem ambicionar ter também atletas olímpicos no hóquei no gelo e na patinagem artística.

Hoje, faltam 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de inverno Pequim´2022, a nona participação de Portugal na competição.