Portugal nos Jogos do Mediterrâneo: objetivo é imitar os resultados de 2018

Portugal nos Jogos do Mediterrâneo: objetivo é imitar os resultados de 2018
Catarina Domingos, Enviada Especial em Oran (Argélia)

Portugal quer resultados ao nível de Tarragona em Oran. A 19.ª edição do evento arranca amanhã, situando-se a fasquia de Portugal nas duas dezenas de medalhas. No entanto, a meta estabelecida só deve começar a materializar-se durante a segunda semana.

Apesar da redução de atletas em relação à edição anterior (de 221 para 159) e de haver modalidades que deram medalha em Tarragona ausentes - triatlo, remo e canoagem saíram do programa, a equestre não pôde viajar por questões relacionadas com o transportes dos cavalos e o taekwondo não participa -, Portugal ambiciona resultados idênticos aos de 2018 nestes 19.ºs Jogos do Mediterrâneo, cuja Cerimónia de Abertura se realiza amanhã (20h30), no Estádio Olímpico de Oran, com capacidade para mais de 40 mil pessoas.

Mas já hoje, na Piscina Olímpica do Jardim Público, a equipa masculina de pólo aquático (sub-18) abre as hostes nacionais, defrontando a Eslovénia, na primeira jornada do Grupo B.

Portanto, a fasquia lusa para esta segunda participação no evento, que era uma pretensão antiga do Comité Olímpico de Portugal (COP) e concretizou-se em 2016, situa-se em torno das 24 medalhas conquistadas há quatro anos.

Face a um calendário internacional sobrecarregado, a Missão é sobretudo composta por jovens promessas, mas há 20 atletas com experiência olímpica e 23 inseridos no projeto Paris"2024, a grande maioria do atletismo e da natação, que entram em cena a 1 de julho.

Assim, só a partir da segunda semana dos Jogos o objetivo estabelecido pelo COP se deve começar a materializar. É nessa altura que também se realizam as provas de ciclismo (contrarrelógio no dia 30, prova de estrada a 2 de julho), modalidade em que Portugal apresenta uma seleção de nomes interessante, entre eles Rafael Reis (vencedor do Grande Prémio O JOGO), mas o sucesso depende do traçado e da valia dos adversários.

Até à referida segunda semana, as atenções recaem sobre a experiente ginasta Filipa Martins (possíveis finais all-around a 28 e por aparelhos no dia seguinte) e a equipa masculina de ténis de mesa (eventual final a 27), pois, tendo como referência o ranking mundial da ITTF, Portugal é o segundo melhor entre os países mediterrânicos presentes, apenas atrás da Croácia.

Pólo e o jogo mais importante

A estreia de Portugal nestes Jogos do Mediterrâneo vai estar a cargo da seleção masculina de sub-18 de pólo aquático, modalidade que, há quatro anos, foi sétima em Tarragona. Para hoje, está marcado um duelo com a Eslovénia, na primeira de quatro jornadas da fase de grupos, seguindo-se França, Montenegro e Sérvia, que o selecionador Gonçalo Abrunhosa considera serem "adversários de topo mundial".

"Esta Seleção Nacional tem imenso potencial. Está identificado e estamos a trabalhar dentro das oportunidades. O jogo com a Eslovénia é, provavelmente, o mais importante que teremos. Queremos equilibrar ao máximo, eventualmente ganhar, sem saber a que nível eles estão. São equipas sub-18, não conseguimos ter o mesmo acompanhamento que nas seleções seniores. Vamos aproveitar ao máximo. O primeiro jogo não tem grande margem de erro. A partir daí, é ir evoluindo e tentar jogar com aqueles que, com certeza, serão e já são os principais jogadores de pólo aquático do mundo", antecipou o técnico de um grupo de 13 atletas em que o Sporting está em maioria (cinco).