"Combate ao match-fixing está ao nível do anti-doping há 20 anos"

"Combate ao match-fixing está ao nível do anti-doping há 20 anos"
Cristina Aguiar

Declarações de George Mavrotas, secretário de Estado da Juventude e do Desporto da Grécia, no painel "Catch me if you can: global sports betting regulation", no âmbito da Sport Integrity Week 2021, iniciativa organizada pela SIGA.

O Match-fixing é um fenómeno transnacional e para o qual é necessária uma "estrutura global", defendeu George Mavrotas, secretário de Estado da Juventude e do Desporto da Grécia, no painel "Catch me if you can: global sports betting regulation", no âmbito da Sport Integrity Week 2021, iniciativa organizada pela SIGA.

O tema assentou na regulamentação do mercado das apostas e que passos mais terão de ser dados no sentido de prevenir a contaminação pelo crime organizado. Mavrotas, pela sua experiência como governante, apela a "um trabalho em conjunto com forças de segurança, reguladores e instituições desportivas" de modo a se encontrar ferramentas de combate para uma problemática que diz "estar ao nível do anti-doping há cerca de 20 anos".

Nesse sentido, considera imperioso que mais países ratifiquem a Convenção Macolin, lançado pelo Conselho da Europa, no qual Portugal foi um dos primeiros subscritores. Este acordo facilita a troca de informações, estreita a cooperação e coordenação entre organizações desportivas, operadores de apostas e autoridades públicas, um processo semelhante ao assumido pelo SIGA, como explicou Affy Sheikh, responsável pelos Serviços de Integridade do organismo.

"Precisamos de juntar todas as forças para combater este inimigo", sublinhou Mavrotas, acentuando na tónica "da integridade e dos valores do desporto", linha de pensamento que Affy Sheikh reiterou, lembrando ainda que os patrocinadores "têm tido um papel subestimado", quando são agentes que "investem muito dinheiro". Por isso, o SIGA tem tido uma "ação importante nas investigações".