Jogadora portuguesa jogou final do Open da Dinamarca de padel: "Foi incrível"

Jogadora portuguesa jogou final do Open da Dinamarca de padel: "Foi incrível"
Redação com Lusa

A jogar pela primeira vez ao lado da espanhola Maria Pilar Sánchez Alayeto, que com a irmã gémea Maria José já foi líder do ranking mundial, Sofia Araújo não conseguiu alcançar o título, mas confessa ter aproveitado todos os segundos em court.

A jogadora profissional de padel Sofia Araújo tornou-se na segunda portuguesa a disputar uma final de um Open do World Padel Tour (WPT), no caso na Dinamarca, e diz ter vivido momentos inesquecíveis ao lado da parceira Maria Alayeto.

"Foi incrível! É ver o meu trabalho diário reconhecido! Todas as horas de campo, de físico, tudo... foram finalmente refletidas em campo", começa por contar à Lusa a lisboeta, que se mudou para Madrid para investir na carreira internacional.

A jogar pela primeira vez ao lado da espanhola Maria Pilar Sánchez Alayeto, que com a irmã gémea Maria José já foi líder do ranking mundial, Sofia Araújo não conseguiu alcançar o título do Open da Dinamarca, conquistado por Marta Ortega e Beatriz González, por 6-2 e 6-4, mas confessa ter aproveitado todos os segundos em court.

"Tentei estar o mais tranquila possível, apesar de haver sempre nervos! Mas tentei desfrutar ao máximo do cenário incrível onde estava a jogar, do ambiente e do apoio do público. Foi muito bom! É uma coisa que jamais esquecerei. Chegar à final de um WPT é incrível mesmo", acrescenta a 22.ª classificada do ranking.

A jogadora portuguesa, que joga à esquerda, acredita que a derrota na final se deveu, sobretudo, ao "nível muito alto" em que estão as duas jovens espanholas, que enquanto dupla ocupam o quinto lugar no ranking do WPT e, esta temporada, já atingiram duas meias-finais de torneios Open e venceram dois "challengers".

"Fisicamente estão muito bem, muito rápidas. Para mim, a grande diferença nesta final foi termos começado sempre por baixo nos dois "sets" e ter de andar sempre atrás do marcador. Tivemos as nossas oportunidades que, infelizmente, não soubemos aproveitar", lamentou.

Sofia Araújo tem como parceira, esta época, a espanhola Beatriz Caldera Sánchez, mas recebeu um convite de Alayeto, que tinha ficado sem a irmã, por esta se ter lesionado, e decidiu aceitar o desafio, ganhando uma nova alcunha no circuito: "Mellizas Atómikas" (gémeas atómicas, numa alusão ao jogo possante de ambas).

"Foi a primeira vez que a Mapi [Maria Pilar] jogou com alguém diferente ao lado, sem ser a irmã. Daí termos ficado Mellizas! O balanço é extremamente positivo. Treinámos quatro dias, foi o nosso primeiro torneio e acho que melhor só se tivéssemos conquistado o título", explicou, definindo a espanhola como "uma jogadora com muita experiência, muito profissional", tendo "combinado perfeitamente" com o seu jogo.

Apesar de não ter erguido o troféu do Open da Dinamarca, o presidente da Federação Portuguesa de Padel, Ricardo Oliveira, não poupou elogios ao percurso de Sofia Araújo, membro do Team FPP.

"Estou muito feliz e creio que é uma felicidade alargada a todos os amantes da modalidade, por ver a Sofia chegar ao topo da modalidade. É um orgulho assistir ao que foi capaz de alcançar num tão curto espaço de tempo", destacou, sublinhando que a portuguesa "esteve muito bem no torneio todo e jogou ao lado de uma grande jogadora, com um currículo e experiência invejáveis".