João Abreu apresenta nova classe olímpica de vela: "Acho que é bonito de ver"

João Abreu apresenta nova classe olímpica de vela: "Acho que é bonito de ver"
Redação com Lusa

Madeirense tem representado Portugal nos Jogos do Mediterrâneo e explicou no que consiste o Foil

João Tiago Abreu tem representado Portugal na nova classe olímpica da vela, o Foil, nos Jogos do Mediterrâneo Oran'2022, um tipo de prova "bonita de ver", que espera mostrar nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Em El Ançor, no Centro Náutico Les Andalouses, a comitiva portuguesa da vela, com ILCA 6, ILCA 7 e Foil, tem conseguido resultados consistentes e dentro do top-10 das tabelas, com a corrida final agendada para domingo.

O único representante no Foil é o madeirense João Tiago Abreu, que aproveita a nova classe olímpica, sucessora do RS:X, elevando o windsurf à boleia de ventos de inovação.

"O Foil é a nova classe do windsurf, vem substituir a RS:X, e acho que esta classe é superdivertida, andamos a velocidades bastante elevadas, vamos acima de água. Acho que é bonito de ver", explica, em entrevista à Lusa.

A aprendizagem da nova classe "foi um bocado natural", mas "conseguir velejar bem ainda tem as suas diferenças", da posição do corpo, "algumas afinações", e uma grande diferença, "o peso".

"Para andar de Foil, o peso passou a ser dez quilos superior ao que era no RS:X. Quanto mais pesado, mais se consegue aguentar o Foil, e acelerar mais, desde que esteja a voar. Isso é a principal diferença", declara.

Em Portugal, está a surgir, nas camadas jovens, "quem se interesse por isso, e a andar bem", mas é preciso aumentar o número de praticantes ao alto nível, em seniores, "para ter uma equipa forte, talvez não para estes Jogos Olímpicos, mas para os próximos".

Ainda assim, "Paris'2024 é o objetivo" pessoal. "Os apuramentos começam no Mundial do próximo ano. Vou trabalhar bastante para chegar lá", conta.

Depois de um Europeu "que não foi assim tão bem conseguido", o campeonato do mundo em outubro é o objetivo.

Para Paris'2024, numa modalidade que em termos de custos acabou por ficar sem grande variação de preço, diz, em relação ao RS:X, é preciso "trabalhar bastante", numa classe que pode ser nova, mas "em que o nível a cada competição sobe cada vez mais", se descobrem coisas novas e os velejadores "ficam cada vez melhores".

Portugal tem agora 12 medalhas na prova, somando os ouros de Diogo Ribeiro e Rafael Reis, à prata de Ana Catarina Monteiro, Jieni Shao, Lorène Bazolo, Liliana Cá e da equipa masculina de ténis de mesa, e os bronzes de Evelise Veiga, Filipa Martins, Tiago Pereira, João Geraldo e da equipa feminina do ténis de mesa.

Os Jogos do Mediterrâneo Oran'2022 arrancaram em 25 de junho e decorrem até 6 de julho, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.