Federação de triatlo acredita na conquista de uma medalha nos Jogos de Tóquio

Federação de triatlo acredita na conquista de uma medalha nos Jogos de Tóquio
Redação com Lusa

Portugueses traçam objetivos para os próximos Jogos Olímpicos, adiados por um ano, devido à pandemia

A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) apontou a conquista de uma medalha e a qualificação da estafeta mista como objetivos para os Jogos Olímpicos Tóquio'2020, adiados para 2021 devido à pandemia.

"Não devemos esconder que o nosso objetivo para Tóquio'2020 é obter uma medalha. O trabalho dos envolvidos permite-nos lutar por esse objetivo. Tenho a certeza que os atletas que vamos ter em Tóquio têm potencial para ganhar essa medalha", afiançou o presidente da FTP, Vasco Rodrigues, que colocou também a qualificação da estafeta mista como prioridade: "Estivemos sempre dentro dessa luta e acredito que, com o crescimento individual e coletivo da nossa equipa, podemos assegurar esse lugar e estar entre os 11 países que estarão a lutar pela medalha na estafeta mista em Tóquio".

Num evento organizado na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), que serviu igualmente para apresentar o equipamento que os triatletas portugueses envergarão na competição do próximo ano, Vasco Rodrigues agradeceu a aposta e o apoio do COP, do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e do Governo, sobretudo durante a pandemia, e ressalvou a ambição existente para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

"Este evento, desde início, quer-nos fazer acreditar que Tóquio vai existir e vamos ter as competições. Estamos confiantes e os nossos atletas estão a trabalhar para isso, com todas as condições e empenho. Nós acreditamos que, quando chegarmos a Tóquio, vamos estar em melhores condições em 2021 do que estaríamos em 2020", sublinhou.

Os triatletas João Pereira e João Silva já participaram em Jogos Olímpicos e Vasco Rodrigues acredita que Portugal terá os dois atletas a lutar por medalhas, enquanto, na vertente feminina, o presidente da FTP é mais conservador em apontar objetivos para Melanie Santos, que tem "enorme potencial", mas terá a sua primeira experiência olímpica.

Quinto no Rio'2016, João Pereira reforçou a fasquia individual na tentativa de chegar às medalhas, mas lembrou a lesão recente que a pandemia atrasou na recuperação, mas, por outro lado, ganhou mais tempo e, neste período, tem aproveitado para treinar mais os segmentos de ciclismo e natação.

"Nunca estive a nadar e pedalar tanto e estou com tempo de melhorar a minha corrida. O meu resultado em 2021 será melhor do que seria em 2020 e isso deixa-me bastante confiante", afirmou, enquanto João Silva destacou o grande objetivo coletivo: "É um grande objetivo para todos nós que a estafeta se qualifique e que seja a primeira vez que possamos participar e obter um bom resultado".

Já Melanie Santos espera que, após ter ficado "à porta" do Rio'2016, os Jogos Tóquio'2020 possam "realizar um sonho" de participar no certame desportivo, com a participação da estafeta mista a poder ser "a cereja no topo do bolo", em que as colegas Gabriela Ribeiro e Helena Carvalho manifestaram o desejo de trabalhar para poderem estar presentes na prova.

O triatleta português Filipe Marques está em boa posição para se tornar o primeiro na modalidade a participar nuns Jogos Paralímpicos, prometendo treinar para conseguir a qualificação e, depois, "fazer o melhor resultado", que pode passar por um lugar nos cinco primeiros "ou mesmo medalhas, na melhor das hipóteses".

Os Jogos Olímpicos Tóquio'2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia, estando marcados para decorrer de 23 de julho a 08 de agosto, com 34 portugueses já apurados, em 10 modalidades diferentes.

O adiamento estende-se, igualmente, aos Jogos Paralímpicos, agora marcados para a capital japonesa entre 24 de agosto e 05 de setembro de 2021.