COI vê adiamento de Tóquio'2020 como impulso para relançar economia do Japão

COI vê adiamento de Tóquio'2020 como impulso para relançar economia do Japão
Redação com Lusa

Segundo um estudo, o adiamento dos Jogos trouxe um impacto negativo de 5,5 mil milhões de euros para a economia do Japão em 2020, valor que pode ser recuperado no próximo ano.

O adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020 para 2021, devido à pandemia do novo coronavírus, vai ajudar a relançar a economia do Japão no pós-covid-19, estimou esta quinta-feira o presidente da Comissão de Coordenação do Comité Olímpico Internacional (COI).

Segundo John Coates, os Jogos em 2021 são "uma oportunidade real para estímulo económico" no arquipélago, com o COI a ver o evento como uma forma de "reavivar a economia" japonesa.

"Acho que muitas cidades e países gostariam de ter esta oportunidade", acrescentou o australiano, que se referiu ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, como "um homem inteligente que terá tido isto em mente".

"O país estará em recessão e vai precisar de um boost", acrescentou.

Segundo um estudo da SMBC Nikko, o adiamento dos Jogos trouxe um impacto negativo de 5,5 mil milhões de euros para a economia do Japão em 2020, valor que pode ser recuperado no próximo ano.

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Para os organizadores, este protelamento trouxe também um custo adicional, ainda não mensurável, que terá de ser somado aos 11,6 mil milhões de euros já projetados.

John Coates sugeriu ainda que o formato em que a competição irá decorrer poderá incluir métodos para reduzir custos.

Os Jogos Olímpicos Tóquio'2020 estão marcados para decorrer na capital japonesa de 23 de julho a 08 de agosto de 2021, um ano depois do que estava previsto, com os Jogos Paralímpicos marcados entre 24 de agosto e 5 de setembro.

O "Grande Confinamento" levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.