"A minha mãe, que já faleceu, deve estar orgulhosíssima lá em cima"

"A minha mãe, que já faleceu, deve estar orgulhosíssima lá em cima"
Lusa

"Sonho cumprido" para o remador Afonso Costa

O remador Afonso Costa exultou hoje com o "sonho cumprido" de se apurar para os Jogos Olímpicos Tóquio'2020, uma alegria reforçada por ser em equipa com Pedro Fraga, o seu "ídolo" de sempre.

"Este é o pináculo da minha carreira. Qualificar para os Jogos Olímpicos é o que qualquer atleta de alta competição ambiciona. Desde miúdo que tinha este sonho com o meu irmão e minha mãe, que já faleceu e deve estar orgulhosíssima lá em cima", disse, dedicando-lhe o êxito.

Afonso Costa e Pedro Fraga garantiram o bilhete para o Japão, ao terminarem hoje em segundo lugar na final de double scull ligeiro da prova de qualificação europeia, que se disputou em Varese, na Itália.

O atleta, de 25 anos, vai estrear-se em Jogos Olímpicos com quem mais admira na modalidade: "Lembro-me de ver Londres'2012 em miúdo e "torcer" por eles... Nunca imaginei que iria remar com ele. Nunca me tinha passado pela cabeça. Queria ir aos Jogos Olímpicos, mas nunca pensei fazê-lo com o meu ídolo".

Em equipa com Nuno Mendes, Pedro Fraga foi oitavo em Pequim'2008 e quinto em Londres'2012, com a dupla a falhar um lugar no Rio'2016.

"Nada abaixo de quinto", gracejou Afonso Costa, que aponta "para a final", destinada aos seis melhores, sendo que, se essa meta for atingida, logo pensará em "outra resposta".

O remador regozijou-se com o "objetivo cumprido" e revelou que, "depois da eliminatória", que a dupla venceu, apurando-se assim diretamente para a final, logo perceberam que o objetivo era mesmo vencer.

"E foi para onde apontámos hoje. Infelizmente, não conseguimos, mas realizei um sonho de miúdo. Ainda não estou a perceber a dimensão deste feito...", complementa.

Tal como Pedro Fraga, lamenta a obrigatoriedade de agora terem de cumprir uma quarentena de 14 dias, face às restrições impostas para as viagens de e para Itália, no combate à pandemia de covid-19.

"Não tenho palavras para descrever esta condicionante a que estamos sujeitos, o quão desagradado estou com essa medida, já que o país, o Estado, investiu tanto na preparação dos atletas e depois...", lamentou, recordando todas as medidas de segurança sanitária a que se submeteram em Itália.