Porquê a Aprilia: Gresini tinha de renovar com Ducati antes de contratar Miguel Oliveira

Porquê a Aprilia: Gresini tinha de renovar com Ducati antes de contratar Miguel Oliveira

A confirmar-se a notícia da "Sky Italia", que coloca Miguel Oliveira na RNF e Alex Rins na LCR Honda, nenhum dos dois pilotos quis esperar até ao final de agosto

Segundo a "Sky Italia", Miguel Oliveira já assinou por dois anos com a RNF, equipa que vai ser satélite da Aprilia, e o espanhol Alex Rins pela LCR Honda. Eram os dois principais pilotos que estavam no mercado e de fora ficou a vaga mais interessante, a da Gresini-Ducati, o que gera estranheza. Mas, a confirmar-se a notícia, há uma explicação.

Paolo Ciabatti, diretor-desportivo da Ducati, revelou no passado fim de semana à "Speedweek" que havia um problema nas negociações, feitas tanto com Oliveira como com Rins.
"O nosso contrato com a Gresini termina no final de 2023. Olhando aos pilotos que foram associados à equipa, parece que teremos de lhes dar uma perspectiva de dois anos. Estamos a conversar com a Gresini sobre uma possível extensão de contrato até 2024. Isso irá deixar-nos em posição de fazer ofertas a pilotos que querem contratos de dois anos", explicou o dirigente italiano à publicação alemã.

Se o problema da Gresini deixou um eventual acordo com Oliveira num impasse, o anúncio da Ducati, de que só no final de agosto escolherá o novo piloto da equipa oficial, entre Enea Bastianini (Gresini) ou Jorge Martin (Pramac), colocou um prazo ainda mais dilatado para a negociação.
Se Oliveira e Rins realmente tiverem compromissos com as satélites de Aprilia e Honda, para a Gresini-Ducati irão restar segundas escolhas: Raul Fernandez, que a KTM pretende dispensar, ou Alex Márquez, que com a entrada de Rins perderá o lugar na LCR Honda.