Polémica na F1: "Agora, Vettel anda numa bicicleta com o arco-íris..."

Polémica na F1: "Agora, Vettel anda numa bicicleta com o arco-íris..."
Redação

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Posições de vários pilotos de Fórmula sobre assuntos como racismo, ambientalismo e homossexualidade desagradam ao presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem

"Niki Lauda e Alain Prost só se preocupavam em pilotar. Agora, Vettel anda numa bicicleta com o arco-íris, Lewis é apaixonado por direitos humanos e Norris aborda a saúde mental. Todos têm o direito de pensar. Mas para mim, trata-se de decidir se devemos impor, a toda a hora, as nossas crenças". As afirmações pertencem a Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, que se mostrou algo crítico sobre as posições de vários pilotos de Fórmula sobre assuntos como racismo, ambientalismo e homossexualidade.

Nos últimos anos Lewis Hamilton tem tomado várias posições sobre direitos humanos e racismo; Sebastian Vettel tem vindo a defender a comunidade LGBTQIA+, revelando também firmes posições sobre o ambientalismo; e mais recentemente Lando Norris tem abordado abertamente os problemas de saúde mental.

Ora, como não podia deixar de ser, o assunto tornou-se "trending" por estes dias no GP de Baku, prova do Mundial de F1 que decorre de sexta-feira a domingo.

Hamilton disse estar orgulhoso da Mercedes pela iniciativa de adotar as cores da bandeira do arco-íris no logotipo da marca nos W13 e capacetes do heptacampeão e de George Russell, e também garantiu que continuará defendendo causas na F1. "Cada um de nós aqui pode fazer mais para desencadear mais conversas. As coisas estão mudar a um ritmo muito lento. Precisamos de mais pessoas. Encorajo todos os pilotos a serem mais francos sobre as coisas com as quais se importam. Estou orgulhoso de ver o que Seb Vettel faz".

Certo é que o presidente da FIA já teve de explicar-se. "Sou de uma cultura árabe, internacional e muçulmano. Eu imponho as minhas crenças a outras pessoas? De forma alguma. Se olhar para a minha operação nos Emirados Árabes Unidos: 16 nacionalidades! Cite-me uma federação que tenha tantas nacionalidades. Há mais de 34% de mulheres e sete religiões, e mais cristãos do que muçulmanos. Tenho orgulho porque isso cria credibilidade e mérito", disse.