MotoGP: KTM pode render a Suzuki, que está de saída no final da época

MotoGP: KTM pode render a Suzuki, que está de saída no final da época

Um escândalo diesel, como o da VW, vai tirar os japoneses do MotoGP. GasGas é a alternativa ao lugar.

A Dorna, organizadora do MotoGP, pediu explicações à Suzuki sobre a sua eventual saída do campeonato no final da época, lembrando que não pode "tomar uma decisão unilateral". Significa isto que, sendo o contrato do construtor japonês até 2026, estará em causa uma indemnização. O que não deverá impedir a saída, nem a existência de uma alternativa, vinda da KTM.

A saída súbita e surpreendente, depois de a equipa se ter mostrado interessada em Miguel Oliveira, ou começado a negociar a renovação com os pilotos Joan Mir e Alex Rins, poderá ter a explicação dada ontem pelos alemães da "Speedweek": a Suzuki, que nunca revelou particular interesse pela sua equipa de MotoGP, entregue a italianos e espanhóis, está a ser investigada pelo ministério público de Frankfurt, por ter vendido "pelo menos 22000 carros a diesel com dispositivos antiderrapantes ilegais", um caso "Dieselgate" semelhante ao da Volkswagen. Podendo estar em causa uma multa e indemnizações avultadas, poupar na competição será o mais simples. Uma equipa oficial custa, no mínimo, 30 milhões de euros anuais.

A Dorna avisou no mesmo comunicado que tem "o interesse de várias fábricas e equipas independentes, que pretendem entrar no MotoGP". Sendo do interesse do organizador manter o atual número de 24 pilotos, a solução mais óbvia estará na KTM, que já colocou a hipótese de avançar para uma terceira equipa, pois pretende lutar pelo título, manter os pilotos - Brad Binder, Miguel Oliveira, Remy Gardner e Raúl Fernández - e promover alguns dos que tem em Moto2 e Moto3.

Como a Dorna quer novos fabricantes, até isso é possível: a KTM comprou a GasGas em 2019, o construtor espanhol já ganhou o Dakar deste ano e destaca-se em Moto2. Só falta o salto para MotoGP.