Miguel Oliveira: "Se nas duas corridas sem pontuar tivesse terminado em sexto..."

Miguel Oliveira: "Se nas duas corridas sem pontuar tivesse terminado em sexto..."
Carlos Flórido

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Miguel Oliveira sabe que seria terceiro no MotoGP com dois sextos lugares nas provas em que caiu. Foi por isso as KTM andaram com cuidado em Misano.

Décimo no MotoGP, com 48 pontos e a 28 do líder, Andrea Dovizioso, Miguel Oliveira sabe que estaria num lugar invejável caso não tivesse sofrido duas quedas, na segunda e na quarta das seis corridas disputadas até agora, em ambas empurrado por colegas de equipa. Numa tinha acabado de partir em quinto e sofreu um toque de Brad Binder, na outra tinha superado Pol Espargaró na luta pela quarto lugar, quando o espanhol lhe bateu na roda traseira.

"Este mundial é imprevisível e divertido. Se nas duas corridas sem pontuar tivesse terminado em sexto, estaria nos três primeiros", anotou o piloto da KTM Tech3 em Misano, onde hoje terá uma sessão de testes e, na sexta-feira, os primeiros treinos para o Grande Prémio da Emilia Romagna.

"Temos de marcar pontos em todas as corridas, essa é a chave", considerou ainda Oliveira. Dovizioso tem dado o exemplo - o pior resultado do piloto da Ducati é um 11.º lugar - e lidera o Mundial, tendo sido notória, no passado domingo, a preocupação de Espargaró, Oliveira e Binder, que terminaram juntos e por essa ordem, de não prejudicarem a corrida das outras KTM. "Não podíamos atacar mais o Pol, não queríamos arriscar mais, queríamos era somar pontos", comentou.

Misano foi também a primeira corrida sem qualquer KTM nos lugares cimeiros, mas o almadense acredita que isso se deveu ao mau resultado na qualificação. "Temos de partir de uma das duas primeiras filas no próximo domingo", diz Oliveira, explicando que perdeu muito tempo atrás de Danilo Petrucci e Aleix Espargaró. "O ritmo de corrida foi bom, podemos acompanhar a Ducati e a Suzuki", completou. Hoje, com os testes, há nova oportunidade para evoluir nos tempos de qualificação.