Miguel Oliveira aborda a nova época de MotoGP e aponta um "claro candidato ao título"

Miguel Oliveira aborda a nova época de MotoGP e aponta um "claro candidato ao título"
Redação com Lusa

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Mundial de MotoGP arranca no próximo fim de semana, no Catar.

Miguel Oliveira, o primeiro e único português a disputar o Mundial de MotoGP, ambiciona o máximo em cada momento, na antevisão à temporada de 2021 do campeonato de motociclismo de velocidade.

"Como se constrói um campeonato é corrida a corrida. É pontuarmos, vermos as circunstâncias em que nos encontramos em cada prova e em cada momento, e extrairmos o máximo daquele momento. Se isso for uma vitória, será vitória, se for um quinto lugar, será o quinto lugar ou pior, o que é certo é que temos sempre de adaptar as nossas expectativas à realidade e às circunstâncias em que nos encontramos e nunca atirar a toalha ao chão. O campeonato é longo e teremos, sem dúvida alguma, muitas oportunidades para capitalizar e mostrar o nosso potencial em muitas corridas", explicou o piloto português.

Depois de duas temporadas na Tech3, com os 17.º e nonos lugares no Mundial, mas também com as duas primeiras vitórias na categoria rainha, Miguel Oliveira vai assumir o comando de uma das motas da equipa oficial da KTM, no campeonato que arranca no domingo, no Catar.

Em entrevista à agência Lusa, o português disse duvidar que o espanhol Joan Mir tenha apostado na regularidade em detrimento de alcançar vitórias nas etapas para chegar ao título mundial, atribuindo ainda a dispersão de triunfos por nove pilotos às condicionantes provocadas pela pandemia de covid-19 no calendário.

"Eu acredito que vai continuar a ser difícil antever um líder destacado em todas as corridas. Eu acho que isso virá com o tempo. Não acredito que a ausência do [Marc] Márquez tenha causado um grande impacto na variedade nos vencedores, mas talvez a falta de variedade nos circuitos e o facto de termos de repetir circuitos a cada mês levou a que as contas se alterassem um pouco", referiu.

Mesmo assim, Oliveira não hesitou em indicar o espanhol hexacampeão do mundo como um dos favoritos, apesar de estar a recuperar da fratura do úmero do braço direito, que o afastou de grande parte das corridas de 2020.

"Sim, sem dúvida alguma. O Márquez é um claro candidato ao título este ano e será sempre uma incógnita no início, por não sabermos ao certo se vai alinhar já na primeira corrida ou na segunda, mas acredito que mesmo essa falta de pontuação, numa ou duas corridas, não o vão impedir de obter bons resultados este ano", reconheceu.

Escusando-se a indicar como destaques o regresso de Márquez ou a despromoção do italiano Valentino Rossi, sete vezes campeão da categoria rainha do motociclismo de velocidade, para a equipa satélite da Yamaha, o português disse-se focado em si e "nos outros 21 adversários da grelha", sem "perder tempo ou energia" com o que não controla.

"A concorrência está muito competitiva. Vivemos numa época de motas oficiais, todas na grelha são, à exceção de duas Ducati que eram as oficiais de 2020. Vemos campeões e vice-campeões do Mundo em Moto2 a ascenderem à categoria, outros com nível de performance melhorado. Esse é o nível da competição e não era esperado chegar a uma nova época e termos os adversários piores do que no ano passado", concluiu.

A edição de 2021 do Mundial de MotoGP arranca no domingo, no Qatar, onde vai ser disputada a primeira das 19 corridas já marcadas, entre as quais o Grande Prémio de Portugal, em Portimão, em 18 de abril.