Latvala e psicólogo tramaram Ogier

Latvala e psicólogo tramaram Ogier
Carlos Flórido

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Finlandês ganhou em Portugal graças à ajuda de um especialista, francês reconhece que tem dificuldades em "controlar a frustração".

"Eu sei que foi um dia feliz para muita gente, porque se torna aborrecido quando é sempre o melhor a vencer. Este fim de semana não foi o melhor a ganhar", disparou Sébastien Ogier mal abriu a porta do VW Polo WRC, no final do troço de Fafe que encerrara o Rali de Portugal, ganho pelo seu colega Jari-Matti Latvala. As declarações caíram mal, mas o francês nem se apercebeu, subindo com cara de poucos amigos para o pódio final - foi segundo -, em contraste com os sorrisos do finlandês. Latvala, aconselhado por um psicólogo do seu país, Christoph Treier, parece um homem novo; Ogier, percebeu-se pela confissão de ontem, parece precisar de terapia.

Certamente aconselhado, o bicampeão decidiu pedir desculpa pelo que dissera em Fafe. "O que ouviram foi resultado da minha frustração e aconteceu muito a quente. Sempre tive problemas para controlar a frustração. Sou assim, digo sempre o que estou a pensar", disse o francês, reconhecendo que não queria acusar o colega, "até porque o Jari não tinha culpa de estar em vantagem", completou, numa alusão ao facto de ter sido obrigado a abrir as classificativas nos primeiros dias, o que lhe custou logo 25,9 segundos de atraso num rali em que ficou a 10,4s do triunfo.

Se Ogier ficou irritado, Latvala parece um homem novo. "Obrigado, ilhas Aland, pelo pré-campo. Foi a chave do sucesso", twittou ontem Christoph Treier, o psicólogo que a própria VW colocou a acompanhar o finlandês, famoso pela fogosidade, que o fazia destruir carros em série.

Uma semana de repouso e aconselhamento nas ilhas Aland, depois de três desistências seguidas, foi a receita de Treier, que resultou em pleno. Ou não dissesse Latvala, no final do Rali de Portugal, estar "super, mega, giga, incrivelmente feliz!".