"Não apontem o dedo aos pilotos, a F1 precisa de mudanças"

"Não apontem o dedo aos pilotos, a F1 precisa de mudanças"

Embora dominando por completo o Mundial, rumo a um sexto título, Lewis Hamilton não está satisfeito com a falta de competitividade da Fórmula 1 e propõe alterações nos carros

"Não apontem o dedo aos pilotos. Não escrevemos as regras", desabafou Lewis Hamilton depois de vencer o Grande Prémio de França, que liderou da primeira à última volta, somando o sexto triunfo em oito corridas e dando mais um passo rumo a um sexto título de Fórmula 1, que será o terceiro consecutivo. O Mundial ainda vai ter mais 13 provas, até dezembro, mas ninguém duvida de novo êxito do britânico da Mercedes, sinal de uma monotonia que nem ao próprio agrada. Hamilton concordou que a corrida francesa foi "chata" e quer alterar isso.

Hamilton foi um dos pilotos convidados, juntamente com Nico Hulkenberg (Renault) e Alex Wurz (presidente da Associação de Pilotos), para uma das reuniões de estudo dos novos regulamentos, e não ficou calado. "Foi animador estar lá, mas eles não estão nem perto de onde deveriam estar. Têm de fazer mudanças sérias nas decisões que já tomaram para 2021", revelou o britânico ao Motorsport.com, lembrando que "nunca quiseram pilotos naquela sala e nós sabemos como um carro reage, podemos ajudar".

O campeão mundial ficou agradado com o princípio de se querer "um pacote aerodinâmico que terá um impacto real nos carros quando seguem outros", mas pediu um Fórmula 1 mais pequeno e com "a velocidade dos carros do início dos anos 2000". "Isto tem de ser a Fórmula 1, o auge do desporto motorizado, com os carros mais rápidos do mundo", explicou.

Embora seja o maior beneficiário da fase atual, de domínio absoluto da Mercedes - a equipa tem cinco títulos consecutivos e o sexto a caminho -, Lewis Hamilton é um crítico do momento que se vive na Fórmula 1. "As pessoas têm de perceber que a culpa não é dos pilotos. Este é um ciclo de muitos anos, iniciado antes de eu chegar, dos tempos do Bernie Ecclestone. É preciso pressionar quem está à frente disto. Eles tentam, mas durante muitos anos tomaram más decisões", completou.