Holandês denunciou Carlos Sainz e lança aviso: "Podia estar morto"

Holandês denunciou Carlos Sainz e lança aviso: "Podia estar morto"

Líder da classificação geral foi penalizado em 10 minutos depois de não ter prestado auxílio a um piloto de quad

Está instalada a polémica entre Carlos Sainz, líder da classificação no Dakar, e Kees Koolen, milionário holandês fundador da plataforma de reservas online "Booking".

O piloto dos quads alega ter sido albaroado pelo Peugeot do espanhol, quando este seguia a cerca de 180 km/h. Koolen ficou estendido no chão e, de acordo com o holandês, Sainz seguiu caminho sem prestar auxílio, um gesto que terá ficado provado e valeu mesmo uma punição de 10 minutos a Sainz em dia de descanso no Dakar, por causa do mau tempo.

Sainz já reagiu ao castigo e defende-se com uma sensação de injustiça. "Não cheguei a tocar-lhe, graças a Deus, porque senão estaríamos a lamentar algo. É uma decisão totalmente injusta", defendendo que foi o holandês quem perdeu o controlo do quad e que foi ele quem se esquivou de um choque por muito pouco. "Se tivéssemos chocado claro que tinha parado. Mas não lhe toquei. O carro não tem qualquer marca, nem o quad. Ele até acabou em 12º lugar."

Koolen, porém, não se conforma e considera a punição curta. "Estava atolado na lama e tive muita sorte. Ele bateu-me e o meu quad sofreu muitos danos. Se o carro estivesse 20 minutos à esquerda então eu podia estar morto. Creio que se estivesse morto seria mais fácil para a Peugeot e para o Carlos porque então eu não poderia contar nada. A penalização devia ser muito maior. Dez minutos é pouco. É ridículo. Eu podia estar morto e ele nem olhou para trás, não parou, não perguntou como estava ou se estava bem. Toda a gente fala de mim, mas eu podia estar morto e ninguém se importa", sublinhou o holandês.