Fórmula 1: as incríveis férias de Lewis Hamilton

Fórmula 1: as incríveis férias de Lewis Hamilton

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Carlos Flórido

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Campeão mundial disse em Melbourne que esteve "com a família", mas a realidade é que fez surf, foilboard, skydiving, golfe, ioga, superbikes, foi ao Super Bowl e a vários desfiles de moda

Em Melbourne, Austrália, e numa conferência de Imprensa enfadonha de início de época, a última pergunta tinha ratoeira: que fizeram de melhor nas férias? Se Robert Kubica, de regresso à Fórmula 1, lembrou que vinha de sete invernos de férias, e Daniel Ricciardo, agora na Renault, ironizou com as seis semanas "sem visitar aeroportos", Lewis Hamilton era o principal destinatário da questão e tentou escapar. "Não me lembro da maioria. Em fevereiro já estava a trabalhar na fábrica. Fiz skydiving. E algum surf; queria fazer mais na Austrália, mas avisaram-me para os tubarões", respondeu.

A verdade é outra. Tendo festejado o quinto título a 25 de novembro, em Abu Dhabi, o britânico já se divertia a andar de superbikes na semana seguinte, em Jerez de la Frontera, com vários pilotos de motos.

Depois foi a São Petersburgo (Rússia), à Gala da FIA, passou por Singapura e seguiu para Xangai, onde lançou a sua linha de roupa da Tommy Hilfiger antes de parar para o Natal.

Em janeiro, fez surf no Texas, no rancho de Kelly Slater, ensaiou muay thai em publicidade para a Puma, lançou relógios IWC em Genebra e voltou aos EUA para ver futebol americano, fazer pilates, ioga, golfe e novamente surf com Slater, mas desta vez no mar e juntando-lhe uma experiência de foilboard (prancha voadora).

Em fevereiro esteve no Super Bowl, fez treino físico em casa, viu desfiles de moda em Paris, ao lado de Oprah, foi a Berlim lançar mais roupas da Tommy, acompanhou o GP do Catar em MotoGP e fez skydiving antes de viajar para Melbourne!

"Fiz o mesmo que todos os outros. As férias são preciosas para estar com a família e os amigos", atreveu-se a dizer ontem, embora todos soubessem que praticamente dera uma volta ao mundo, o que justificou outra das suas afirmações: "É um tempo em que não se pensa em corridas".

Se Hamilton se divertiu, ao mesmo tempo encheu uma conta bancária que a Forbes estima crescer em 45 milhões de euros anuais, oito deles da publicidade, embora exista quem lhe atribua ganhos de 65 milhões/ano.