Fórmula 1: mercado de 2020 fechou e o de 2021 já ferve

Fórmula 1: mercado de 2020 fechou e o de 2021 já ferve
Carlos Flórido/Manuel Perez

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A época acabou este domingo e para a próxima há apenas duas mudanças de pilotos, com a equipas a pensarem no ano em que mudam os carros, os pneus e talvez os principais pilotos.

Se conseguir imaginar Lewis Hamilton na Ferrari, Sebastian Vettel a reformar-se aos 33 anos e a Mercedes em busca de um piloto para a liderar, é porque tem estado atento aos habituais rumores de mercado da Fórmula 1, por vezes mais entusiasmantes do que aquilo que se passa em pista. Mas o inédito, neste caso, é que as projeções que valem manchetes são todas para 2021 e até lá ainda falta uma época, a próxima. E para 2020 dá a sensação de que não se passa nada!

A atual época encerrou ontem, em Abu Dhabi, e nunca a afirmação "cumprir calendário" fez tanto sentido, pois todos os títulos estavam atribuídos e apenas se correu para mais três recordes de Lewis Hamilton: o máximo absoluto de pontos numa época (413), a 19.ª vitória liderando todas as voltas, o que iguala um feito de Ayrton Senna, e pontuando em todas as 21 corridas, façanha que Michael Schumacher conseguira em 2002.

Os dois títulos já são há muito da Mercedes e dos seus pilotos, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, pelo que a época pouco tinha a acrescentar. E para 2020 também pouco há a saber: Esteban Ocon, que até 2018 correra pela Racing Point, regressa para a Renault, enquanto o canadiano Nicholas Latifi vai entrar na Williams, rendendo o retirado Robert Kubica e sendo o único estreante. Parece muito pouco, mas no que toca a mercado estão noticiadas as novidades!

Repare-se no contraste: há oito meses, o início da 71.ª temporada gerou uma interessante renovação na grelha de partida. Entraram Lando Norris (McLaren), Alexander Albon (Red Bull), Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e George Russell (Williams), mas mais do que os quatro estreantes foi notícia a mudança de Charles Leclerc para a Ferrari, a de Daniel Ricciardo da Red Bull para a Renault e o rompimento do acordo entre estes dois gigantes, que levou a equipa das bebidas a ligar-se à Honda.

Agora, e se para 2020 a palavra-chave é "continuidade" - a mudança de nome da Toro Rosso para Alpha Tauri e o aumento para um número recorde de 22 Grandes Prémios, com a estreia do Vietname, serão as maiores novidades -, no ano seguinte mudará tudo: chassis, pneus, limite de gastos (159 milhões de euros por equipa), estreia de pilotos de testes nos treinos e, já se percebeu, um mercado a "ferver"!