Fórmula 1: Grande Prémio de Portugal reduz lotação

Fórmula 1: Grande Prémio de Portugal reduz lotação
Manuel Perez/Hélio Nascimento

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Direção-Geral da Saúde está a avaliar a redução da lotação nos dois GP em Portimão e o diretor do circuito disse a O JOGO que, "face ao cenário atual, a fasquia de público vai ficar abaixo dos 30 por cento"

Um par de meses depois de o Governo aprovar a comparência de público no Autódromo do Algarve, durante as corridas de Fórmula 1 e de MotoGP, foi ontem aventada a hipótese de as bancadas ficarem mais vazias. O agravar da pandemia está na origem de uma redução de espectadores para "30 por cento", como garantiu a O JOGO Paulo Pinheiro, CEO do AIA, sabendo-se ainda que já foram vendidos 30 mil bilhetes para a F1 - número já ligeiramente superior a essa cifra, pois a lotação é de 90 mil lugares.

"Está a ser equacionado conforme a zona, assim como a redução que terá de existir. Estamos a ser cautelosos, a ver a situação, e é um facto que a DGS está a rever a programação em termos de público nos eventos desportivos, em função da epidemiologia em cada zona do país", afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, a propósito dos Grandes Prémios de Portugal de F1 (dias 23 a 25) e de MotoGP (20 a 22 de novembro). No Algarve, onde são esperados muitos estrangeiros, foram registados 191 casos na última semana, apenas 1,6% do total nacional (11 974 infetados).

Apesar de a pandemia estar a poupar o Sul, o CEO do autódromo algarvio mostra-se em sintonia com a DGS. "Face ao cenário, a fasquia de público presente, para já, no Grande Prémio de Fórmula 1 vai ficar abaixo dos 30 por cento", afirma, e o valor antes estimado de 40 mil espectadores "não se enquadra no quadro presente". Prometendo "maior rigidez", Paulo Pinheiro teve ontem uma reunião com elementos da FIA (Federação Internacional do Automóvel), por videoconferência.

O Circo, esse, continua a ser montado: 450 camiões estão já estacionados no autódromo e hoje serão efetuados 1200 testes à covid-19 a elementos afetos à corrida.