"Disse à minha equipa: 'Quando a chuva parar, eu vou. Não me quero matar'"

"Disse à minha equipa: 'Quando a chuva parar, eu vou. Não me quero matar'"

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Redação

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Declarações fortes de Aleix Espargaró no final dos primeiros treinos do GP dos Países Baixos, prova do Mundial de MotoGP que decorre até domingo

O espanhol Aleix Espargaró mostrou-se muito crítico da direção de corrida do GP dos Países Baixos, cujos primeiros treinos tiveram lugar esta sexta-feira em Assen debaixo de intensa chuva. E foi mesmo por isso que o piloto da Gresini Racing Ducati.

"Tenho a sensação de que, por vezes, deixamos as bandeiras vermelhas em casa. Parei nas boxes e disse à minha equipa: 'Quando a chuva parar, eu saio. Não me quero matar'. Na reta, a moto não poderia ir acima das 14 000 rpm, caso contrário começava a patinar. Na reta traseira, havia 'aquaplanning' à entrada da curva 8 e na curva 1 o mesmo. Saí para a pista no final, havia muita água, mas era possível... Mas conseguia ve-ser o 'aquaplaning' e houve quedas por causa disso", afirmou o espanhol.

"Por vezes fico mesmo surpreendidio e isso chateia-me. O primeiro treino livre foi um pouco surrealista, mas como não decido, parei. A corrida, é claro, poderia ser feita até haver um infortúnio. Para mim, com as condições do primeiro livre, era impossível correr, impossível. Espero que todos façam bem o seu trabalho, não creio que seja assim tão difícil. Quando as motos fazem 'aquaplanning' podem fazer duas coisas: mostrar a bandeira vermelha ou deixar a moto e apanhar um barco", finalizou.