Como vai ser o regresso da Ferrari: Vettel e Leclerc nem se vão ver

Como vai ser o regresso da Ferrari: Vettel e Leclerc nem se vão ver
Carlos Flórido

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O primeiro Grande Prémio de F1 deste ano será no próximo domingo, na Áustria, e com regras apertadas. Pilotos, engenheiros e mecânicos serão separados dentro das equipas. Alguns irão gostar

"Se quiserem, podem beijar-se", provocou a relações públicas da Ferrari, dirigindo-se a Charles Leclerc e Sebastian Vettel durante o momento mais tenso da época passada dentro da Ferrari. O esgar de ambos, que nas conferências de Imprensa tinham de fingir continuar amigos apesar das desavenças em pista, não acontecerá a partir da próxima sexta-feira, quando as equipas de Fórmula 1 entrarem em pista, no austríaco Red Bull Ring. O distanciamento será a regra e Leclerc e Vettel só se irão encontrar... no asfalto.

"Não haverá trocas de mecânicos ou engenheiros. Teremos de manter o mínimo de interações. Do aeroporto ao hotel, do hotel à pista e no final para o aeroporto, cada um terá o seu caminho", explicou Laurent Mekies, diretor desportivo da Ferrari, à "Auto Motor und Sport". Será criada "uma bolha para o carro número 5 e outra para o 16", ficando evidente que as equipas de Vettel e Leclerc terão vidas separadas.

Dentro de cada escuderia, os mecânicos de cada piloto só se irão juntar caso exista uma reparação de emergência - troca de motor ou após acidente - que implique maior mão de obra. Ao trabalharem em "ilhas", as equipas sabem que terão menos danos se for detetado um infetado. "Se tivermos um caso de "corona", haverá um substituto em Maranello. Temos várias pessoas preparadas", revelou Mekies.

A F1 vai reduzir cada equipa a 80 pessoas e trocar as imponentes "motorhomes" por tendas, mas o maior incómodo até será outro: "Trabalhar de máscara o dia todo, a 42 graus. Será um desafio".