Dados e curiosidades sobre o Europeu que começa este sábado

Dados e curiosidades sobre o Europeu que começa este sábado
Paula Capela Martins

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Portugal defende o título europeu em casa do campeão mundial. Na Corunha, o primeiro adversário da Seleção Nacional.

Na 53.ª edição do Campeonato da Europa de hóquei em patins, que se disputa na Corunha, a partir deste sábado e até dia 22, Portugal vai lutar pela 22.ª medalha de ouro, segunda consecutiva após o triunfo, em 2016, em Oliveira de Azeméis que colocou fim a um longo jejum e que levou a Seleção Nacional ao Palácio de Belém para ser condecorada por Marcelo Rebelo de Sousa com a Ordem de Mérito.

Este ano, o selecionador nacional Luís Sénica voltou a chamar a base da equipa que devolveu o título europeu a Portugal - jogadores que já tinham sido campeões de juniores (André Girão, Hélder Nunes, João Rodrigues, Gonçalo Alves, Henrique Magalhães, Diogo Rafael e Rafa) -, substituindo a experiência de Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros por Vítor Hugo (avançado regressa após Monza"2006 e no ano em que se sagra campeão pelo Sporting) e Poka (estreia do melhor marcador do Valongo). Esta equipa começa por defrontar Andorra (domingo, dia de aniversário do capitão João Rodrigues; 27 anos), seguindo-se Suíça (dia 16), Áustria (18) e França (19), na fase de grupos de um campeonato que conta com onze equipas, mais três do que em 2016 e mais cinco do que em 2014, destacando-se o regresso de Andorra (última participação foi em 2006), Bélgica (volta após 1996) e Holanda (após 2008).

No Palácio dos Desportos do Riazor, pista do Liceo da Corunha com capacidade para três mil pessoas, onde Portugal fez há duas semanas um particular com Espanha (2-2), e que já acolheu dois Mundiais, onde Portugal nunca venceu, renovam-se expectativas lusas em torno de uma hegemonia que quer reconquistar. Depois de o ter conseguido nas seleções jovens (pentacampeão europeu e tricampeão mundial de sub-20), Portugal quer prová-lo em seniores, cujos títulos europeus, apesar de um total de 21, nos últimos 18 anos se resumiram ao ouro de 2016 contra sete de Espanha entre 2000 e 2012, que soma 16.

Depois de Oliveira de Azeméis, há dois anos, seguiu-se o Mundial da China ganho por uma Espanha em reconstrução (Alejandro Dominguez, no comando técnico, renovava a equipa) numa final disputada com Portugal e resolvida nos penáltis, que lhe devolveu o título perdido em 2015, quando a Argentina lhe impediu o hexa. Já este ano, os sub-23 lusos saíram da Taça Latina com o quarto lugar, o que deixa Portugal alerta na missão de se sagrar bicampeão europeu em casa do campeão mundial. Se, em 2016, Portugal se sagrou campeão europeu, na época em que Barcelos (Taça CERS) e Benfica (Liga Europeia) reinavam na Europa, este ano foram os espanhóis a celebrar (Lleida e Barcelona), mas há que não esquecer Itália, que chega à Corunha com oito campeões europeus de Alcobendas (2014), onde conquistou o terceiro ouro, nem França que quase eliminou Portugal nos "quartos" do Mundial, apesar de se apresentar apenas com oito jogadores, reflexo da perda do estatuto de Alta Competição, devido à alteração dos critérios introduzida pelo governo francês.