Filho de Edo Bosch sublinha: "O meu sangue é bem português, nasci no Porto"

Filho de Edo Bosch sublinha: "O meu sangue é bem português, nasci no Porto"

Xano Edo, 21 anos, filho de Edo Bosch, mítico guardião do FC Porto e agora técnico do Valongo, já é uma figura

O Valongo, que no fim de semana, em Follonica, Itália, conquistou a Taça Continental de hóquei em patins, tem no guarda-redes Xano Edo uma figura decisiva. É uma espécie de alicerce de uma equipa que, recorda, "tem uma média de 23 anos de idade", o que significa possuir "sangue jovem, sangue forte e um conjunto com muita ambição e querer".

Em conversa com O JOGO, Xano admite alguma dificuldade em expressar-se sobre o feito mais recente. "Estou sem palavras", diz de pronto. "As que tenho são apenas de agradecimento aos adeptos do Valongo, estiveram sempre presentes, estão sempre connosco. Também agradeço ao clube e é incrível poder fazer história com o Valongo, que merece. Já merecia, aliás. No ano passado o resultado não foi o melhor, mas este ano tinha de ser sim ou sim. A equipa é jovem, trabalhadora e, lá está, tem sangue forte", refere Alejandro Castro Edo, de seu nome completo.

Com 21 anos e a cumprir a primeira temporada nos valonguenses, Xano sabe perfeitamente em que plantel encaixou. "Valongo é uma cidade que ama o hóquei em patins, que está sempre à espera dos jogos e já contava que tivéssemos uma receção como a que tivemos. A competição foi em Itália, mas sabíamos que os adeptos estavam connosco. Sabemos que devemos dar o coração pelo clube e pelos adeptos", garante.

"O futuro é algo incerto e ainda para mais na vida de um atleta, a quem pode acontecer sempre alguma coisa. Esperemos que nada aconteça, que tenha uma carreira cheia de êxitos, mas a peça chave é trabalhar, nunca baixar os braços, continuar a lutar vitória após vitória e ainda mais derrota após derrota, se tal acontecer. O trabalho, a dedicação, a entrega, o foco, tudo isso são fatores relevantes na carreira de um atleta", assume o jovem, comentando ainda a estreia nos convocados da Seleção A.

"É sinal de um longo trabalho que temos vindo a fazer, não só eu, mas toda a equipa. Estou feliz e, quem sabe, um dia estarei mesmo dentro de pista a representar a Seleção Nacional. Portugal sempre me deu muito carinho e é o meu país, foi onde nasci", lembra.

"Sou português, nasci no Porto"

Filho de um verdadeiro monstro do hóquei em patins, Edo Bosch, um espanhol que chegou ao FC Porto em 1998/99 e esteve nos azuis e brancos durante 18 temporadas - ganhou 11 campeonatos, sete Taças de Portugal e nove Supertaças -, Xano quer seguir as pisadas do pai, mas sublinha o país em que nasceu.

"Sou português, com nacionalidade espanhola pelo meu pai. A minha mãe (Susana Castro) é portuguesa. Estive fora cinco anitos, a praticar o meu espanhol, mas o meu sangue é bem português, nasci no Porto", afirma com orgulho.