FC Porto alega três erros técnicos e quer clássico repetido

FC Porto alega três erros técnicos e quer clássico repetido

Foi um penálti que gerou a polémica no Benfica-FC Porto do passado dia 9, na Luz. FC Porto protestou o jogo, enviando ontem o documento à Federação que tem duas semanas para deliberar

Depois de ter efetuado no Boletim Oficial de Jogo a Declaração de Protesto com fundamento de natureza "técnica", o FC Porto enviou ontem à Federação de Patinagem de Portugal (FPP) um documento com 36 pontos, expondo os motivos do protesto ao jogo Benfica-FC porto, relativo à 29ª jornada do campeonato nacional.

O clube pretende "a repetição do jogo", alegando "três erros técnicos" que "provocaram grave prejuízo" para a equipa decacampeã. Segundo o FC Porto a interrupção do penálti, a cargo de Reinaldo Ventura, é irregular ("Do referido período de 5 segundos, e antes de executar o penálti, o jogador Reinaldo Ventura foi surpreendido pelo soar do apito do Árbitro 1, Sr. Rui Torres, que dá origem à interrupção da execução do penálti; A situação descrita provocou que o jogador Reinado Ventura não tivesse impactado a bola, tendo-a apenas movimentado num gesto reflexo; Ato contínuo, o Árbitro 2, Sr. Paulo Rainha, ordenou, como lhe competia, a repetição da execução do penálti; I, o referido Árbitro 2, após conferenciar com o Árbitro 1, decidiu alterar a sua decisão, não permitindo a repetição da execução do penálti que ele próprio havia ordenado segundos antes, decisão tomada totalmente ao arrepio do estipulado pelo Art.º 29.º, n.º 7.2.1 das Regras de Jogo")

O FC Porto refere ainda irregularidades na contagem do tempo, defendendo que "o cronómetro permaneceu indevidamente em modo de contagem de tempo de jogo durante 42 segundos", "uma amputação" contestada, "uma vez que o jogo se encontrava empatado e faltavam cerca de 3 minutos para o final".

Por fim, o FC Porto refere o facto de Reinaldo Ventura ter alertado os árbitros "num tom de voz perfeitamente normal" e de ter sido "surpreendido com a amostragem de um cartão azul", o que, segundo o clube, "não se enquadra no disposto no Artigo 26.º, n.º 1, das Regras de Jogo".

Agora, o comité técnico da FPP tem 15 dias para analisar o protesto pelo FC Porto, que enviou ainda imagens televisivas para documentar o exposto.