Cabestany com agradecimentos especiais no adeus ao FC Porto: "Sofreram durante seis anos..."

Guillem Cabestany, treinador do FC Porto

 foto José Carmo / Global Imagens

O treinador espanhol Guillem Cabestany deixa o FC Porto ao fim de seis épocas, perdendo a Liga Europeia e o campeonato frente ao Sporting. Confira as declarações do técnico após o triunfo dos leões, por 6-5, no Dragão Arena, e consequente conquista do campeonato nacional.

Parabéns ao Sporting e análise à partida: "Em primeiro, dar os parabéns ao Sporting por ser o campeão. Quanto ao jogo, uma vez mais não tenho nada a apontar à equipa, cometemos erros na transição defensiva, era algo que estávamos a controlar bem e, nos últimos jogos, deixámos de fazer. Eles aproveitaram e fizeram aí a diferença."

Despedida inglória e elogios à equipa: "Foi uma despedida inglória por esta época. Neste ciclo de seis anos, este grupo desta época foi a equipa que melhor trabalhou, cresceu imenso e todos e cada um dos jogadores puxaram sempre para o mesmo lado, foi uma equipa espetacular que tive o prazer de treinar e, por isso, olhando mais atrás nesta época, é muito injusto para eles, mas o desporto não é justo, não premeia o trabalho, mas sim os resultados e temos de aceitar isso."

Fim de um ciclo: "Esta derrota fecha um ciclo de seis anos em que tive o prazer de desfrutar de trabalhar num clube tão grande como o FC Porto e, amanhã, quando acordar, terei acabado esta etapa e vou voltar à realidade do hóquei, saindo de um clube enorme, que nos dá todas as facilidades para poder trabalhar da melhor maneira. Gostava que este ciclo acabasse com um título, este grupo merecia."

Agradecimentos: "Quero agradecer imenso ao FC Porto por ter podido sonhar durante seis anos, o meu obrigado a todos os jogadores que passaram pela equipa, principalmente o Reinaldo, o Gonçalo e o Rafa que sofreram durante seis anos e me acompanharam desde o primeiro dia, a todos os membros do staff que passaram e que acho que trabalhámos muito bem juntos e muito obrigado ao clube, ao Presidente, e, sobretudo, ao Eurico e ao João Baldaia. Agora volto à realidade, mas nunca vou esquecer estes seis anos de sonho, acho que dei tudo o que tinha e não me falta entregar mais nenhuma gota de suor, fico satisfeito com isso."