"Sinto a falta da minha família. Todos os dias falamos, mas não é igual"

"Sinto a falta da minha família. Todos os dias falamos, mas não é igual"
João Fernando Vieira

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Dudu, fixo do Nun"Álvares , de 33 anos, assinou o primeiro golo na estreia a vencer
na Liga Placard do emblema fafense e acredita que os resultados positivos vão repetir-se

Após nove jornadas, o Nun"Álvares conseguiu os primeiros pontos no campeonato, ao vencer, por 3-2, na receção ao Viseu 2001. "O segredo desta tão desejada vitória foi aproveitarmos as oportunidades criadas. Depois, soubemos sofrer", resume Dudu, fixo que contribuiu diretamente para o triunfo ao apontar o primeiro golo da formação fafense. "Fiquei muito feliz. Nós temos capacidade para fazer mais e melhor. Somos muito unidos e ainda vamos surpreender muita gente", promete o jogador, de 33 anos.
A formação liderada por António Aires subiu apenas esta época ao escalão maior do futsal nacional e Dudu aponta precisamente esse facto como um dos fatores que explicam um arranque de época difícil do clube.

"A transição da segunda divisão para a primeira é árdua. Estamos numa fase de adaptação. Muitos jogadores trabalham e não são profissionais. A Liga Placard é muito intensa", garante o jogador, destacando a evolução da equipa ao longo do percurso já efetuado: "Fizemos jogos muito maus, mas também houve grandes partidas em que não merecíamos perder. Estamos a trabalhar bem e a evoluir bastante. Faltava-nos esta vitória para dar confiança ao grupo."


Dudu chegou a Portugal em 2020 para representar o Elétrico. A O JOGO, o fixo revela que a ideia era prosseguir carreira no seu país, com a família por perto. Porém, uma conversa com os responsáveis do Nun"Álvares mudou-lhe o pensamento. "Não pensava voltar a Portugal, sou sincero. Mas falei com o clube e fiquei mesmo maravilhado com o projeto apresentado", remata.

Para Dudu, a maior dificuldade tem sido viver longe da família, que ficou no Brasil. Contudo, o atleta afirma que é preciso correr atrás dos sonhos e fazer sacrifícios. "Sinto a falta da minha família. Todos os dias falamos, mas não é igual. Porém, não podemos deixar os nossos sonhos escaparem."

Palmarés recheado de título

Campeão nacional por duas vezes e vencedor da Taça do Brasil em duas épocas com a camisola do Pato Futsal, Dudu regista tem um currículo recheado de títulos.
Em 2015, o brasileiro venceu o Mundial de Clubes ao serviço do Atlântico, num troféu disputado com o Kairat Almaty, do Cazaquistão. No mesmo ano, e com a mesma camisola vestida, sagrou-se campeão da Taça Libertadores ao derrotar os argentinos do Boca Juniors na final. "São grandes memórias. Nunca me vou esquecer desses dias gloriosos. Foi um sonho tornado realidade. Dou graças a Deus, porque sou um sortudo", vinca o brasileiro.

Dudu revela ainda que Neto, campeão mundial pela seleção do Brasil, e Leandro Simi, ícone do futsal brasileiro, são as principais inspirações no futsal. "Admiro muito ambos. Por tudo o que fizeram e pelos valores que transmitem. São, sem dúvida, as minhas maiores referências neste desporto que tanto amo."
Apesar da idade, Dudu ainda se sente como um "jovem", revelando que, num futuro próximo, ainda ambiciona conquistar um título em Portugal.