"Confundiram-me com o Wilson Eduardo quando dei o meu primeiro autógrafo"

"Confundiram-me com o Wilson Eduardo quando dei o meu primeiro autógrafo"
João Maia

Tópicos

Nilson, fixo do futsal do Braga, falou da carreira em entrevista ao site do clube

Nilson Miguel é, a par do guarda-redes Vítor Hugo e do ala Márcio Moreira, um dos três campeões europeus por Portugal que fazem parte do plantel do Braga/AAUM. O fixo revisitou a carreira em entrevista ao site dos arsenalistas e contou ter sido confundido com um jogador do futebol minhoto quando deu o primeiro autógrafo.

A infância: "Levei alguma porrada. Lembro-me de chutar muitas vezes contra as portas do quarto, da casa de banho e contra a parede. O que importava era que houvesse uma baliza, fosse onde fosse. Felizmente, nunca parti nada. Ainda hoje o meu remate não é muito forte, por isso imagina na altura (risos)."

NÃO SAIA DE CASA, LEIA O JOGO NO ​​​​​​​E-PAPER. CUIDE DE SI, CUIDE DE TODOS

Ser reconhecido mais pela parte defensiva: "Não me incomoda que as pessoas me reconheçam mais pela parte defensiva. Cada um tem a sua função dentro de campo. Posso e devo atacar mais e melhor e se reparares ao longo dos anos, mesmo não fazendo muitos golos, mostro que estou a melhorar nesse aspeto. Aliás, este ano já tenho sete golos, tenho mais golos que alguns colegas cuja função é desequilibrar e costumo gozar com eles por causa disso (risos)".

O melhor e o pior momento da carreira: "O melhor momento da carreira foi ser campeão europeu. O pior momento foram as lesões. Estou no sétimo ano no SC Braga e antes de vir para cá estive cerca de um ano e meio parado devido a uma lesão no joelho. Após a primeira operação ao ligamento fiquei parado seis meses e quando voltei tive outra lesão. Nessa altura pensei: "não vou aguentar isto outra vez". O Paulo Tavares, a quem agradeço muito, foi buscar-me e estendeu-me a mão nesse momento. Ficar sem fazer o que mais gostava durante um ano e meio foi muito difícil, ainda para mais quando tinha 20 anos e estava a começar a jogar pelos seniores na Portela. Passou-me pela cabeça desistir, passar mais de um ano só com fisioterapia e ginásio é complicado."

Comparação entre o futebol e o futsal: "Na minha opinião, é muito mais difícil jogar futsal do que futebol. No futebol tens espaço e tempo para pensar. No futsal é sempre a correr. Eu só não jogo futebol porque o futsal estava mais perto de casa, se não eu acho que podia jogar futebol e acho que seria mais fácil jogar. Se virmos os grandes jogadores de futebol, muitos passaram pelo futsal. O futsal dá bases aos jogadores de futebol na técnica do passe, na receção da bola e no raciocínio".

O primeiro autógrafo: "O meu primeiro autógrafo foi quando fui a uma escola a Gualtar com o SC Braga. Na altura senti-me um jogador a sério, mas eu acho que me confundiram com o Wilson Eduardo (risos)".

O primeiro salário: "No meu primeiro salário ganhava 50 euros por mês. Jogava futsal porque gostava. Tendo 19 anos e não tendo despesas nenhumas em casa, jogar por 50 euros ou sem ganhar nada ia dar ao mesmo. Era mesmo o gosto pelo futsal, o dinheiro dava para os transportes públicos. Atualmente, concilio com outra área, a dos recurso humanos, mas se quisesse vivia apenas do futsal".

As recordações de Angola: "Tenho recordações muito boas de Angola. Cresci numa casa em que havia sempre música. Sou mau a dançar, o sangue africano não me deu esse dom".

Título com a camisola do SC Braga é o maior desejo: "Espero não sair do SC Braga sem ganhar um troféu, como muitos saíram e que deram muito ao clube, como o nosso ex-capitão André Machado. Quero ter em casa uma medalha de campeão pelo SC Braga. Já tenho uma de finalista e dessa não gosto muito".