Ricardinho admite: "Custa olhar para os 14 convocados e não ver o meu nome"

Ricardinho colocou disse um "até já" na carreira na seleção

 foto LUSA

Portugal arranca esta quarta-feira o Europeu 2022 de futsal, contra a Sérvia (16h00). Ricardinho, figura incontornável do futsal português, vai ver de fora, mas admite que será "horrível".

Ricardinho, em entrevista à Rádio Renascença, voltou a falar sobre a decisão de deixar a seleção portuguesa de futsal, admitindo que "foi difícil" e que custa "não ver o nome" na lista de convocados.

"Foi uma decisão difícil, sabendo que poderia jogar mais um Europeu. Esse era o desejo de toda a gente, menos o da minha cabeça. Foi por isso que tomei a decisão. Custa olhar para os 14 convocados e não ver o meu nome. Não é fácil, mas tenho de aceitar essa decisão que tomei", começou por dizer.

"Já estou a olhar para os grupos, para os jogadores que foram. Antes, afastei-me quase a 100 por cento, não queria estar sempre a pensar nessa decisão. Começo a ter esse nervosismo, a mandar mensagens de boa sorte aos meus companheiros e que acreditem. Vai ser duro quando vir o primeiro jogo, de fora custa mais. Vou ser mais um português a passar energia positiva", continuou.

"Vai ser horrível [ver o Europeu de fora], porque é o palco onde todos os atletas querem estar. Saber que poderia ainda bater mais recordes e ajudar a seleção a defender o título, provar que o último não foi obra do acaso, ajudar ainda mais o crescimento dos jovens. Sei que o legado será correspondido à altura. Confio na seleção, principalmente no "staff", que tem sido muito importante. Vai custar-me muito. Ficar de fora nestas competições nunca foi algo que gostasse, apesar de ter perdido dois Europeus e um Mundial, por lesão. Com o trabalho que todos fizemos, estou orgulhoso do que conquistei, mas confesso que vai ser duro ver os jogos e estar de fora. Mas vamos encontrar armas suficientes para superar isso", concluiu.