"Estou muito triste agora pelo Bebé, não merecia esta infelicidade"

Jorge Braz, selecionador português de futsal

 foto FPF

Declarações de Jorge Braz, selecionador português de futsal, antes do jogo com os Países Baixos, para o Europeu.

O selecionador português de futsal, Jorge Braz, alertou para a alta motivação, vontade, qualidade "muito interessante" e competitividade dos anfitriões do Europeu'2022, os Países Baixos, próximo adversário da equipa das quinas no Grupo A.

"Em primeiro lugar, estão extremamente motivados por jogarem em casa. Têm uma variabilidade muito grande na equipa, jogadores muito interessantes no um para um, pivôs fortíssimos, fixos com enorme poder físico e um excelente sentido de marcação", começou por sublinhar, em declarações ao sítio da Federação Portuguesa de Futebol.

Essa "variabilidade de características" nos jogadores "confere qualidade à equipa" dos Países Baixos, que procura um "ponto de viragem" e regressar às etapas decisivas das fases finais, quando chegou à final do Mundial'1989 e às meias-finais do Europeu'1999.

"Eram sempre seleções extremamente complicadas e estão com uma qualidade muito interessante e competitivos. Estão com uma vontade muito grande de ter sucesso e de chegar longe na prova", expressou Jorge Braz, sobre o rival que partilha a liderança do Grupo A com Portugal, fruto do surpreendente triunfo perante a favorita Ucrânia (3-2).

Os campeões europeus e mundiais em título podem, desde já, assegurar a qualificação para os quartos de final do torneio e até o primeiro lugar do Grupo A, caso vençam e a Ucrânia não ganhe à Sérvia, que se defrontam antes de Portugal entrar na arena, mas Jorge Braz rejeitou colocar possibilidades e apenas pensa no jogo com os Países Baixos.

"Um dos problemas é quando colocamos muitos "ses". Nós temos de estar altamente focados no nosso jogo, prepará-lo muito bem, como sempre, mas perceber que vai ser um jogo duro. Vai ser preciso competir de uma forma extremamente rigorosa", frisou.

Durante o dia de hoje, houve nova alteração na convocatória, com a reentrada de Edu para o lugar do lesionado Bebé e, pela primeira vez, Jorge Braz poderá ter à disposição os 14 jogadores que compõem a lista, também com a integração do fixo André Coelho.

"São infelicidades, mas fazem parte. Estou muito triste agora pelo Bebé, não merecia esta infelicidade. São contingências e temos é de olhar para o que temos de fazer. É fantástico este comportamento de família que todos têm e como compreendem e superam as adversidades", realçou o selecionador transmontano, nascido no Canadá.

O ala Pany Varela também fez a antevisão ao encontro frente aos Países Baixos, no qual apelou para não existirem facilitismos, de forma a somarem novo triunfo e poderem, dependendo do resultado do outro jogo, garantir logo a primeira posição do Grupo A.

"É positivo [assegurar o primeiro lugar], pois é logo um objetivo que fica alcançado e concluído, mas sabemos que são três jogos no grupo. Vamos pensar em vencer, que é o que nos compete fazer e, se ficar logo resolvido, o terceiro jogo é para vencer na mesma. Queremos acabar com nove pontos", assumiu o atleta que atua no Sporting.

Considerado o segundo melhor jogador do mundo em 2021, Pany Varela abordou a lesão de Bebé e a chamada de Edu como "um misto de emoções", mas que, no caso do guarda-redes do Viña Albali Valdepeñas, "acaba por se fazer um pouco de justiça".

"Iremos sempre ficar muito bem servidos, pois são dois atletas com muita qualidade e que acrescentam a essa qualidade de jogo muita qualidade social ao grupo. Vamos receber o Edu de braços abertos e vamos correr um pouco mais pelo Bebé", garantiu.

O jogo entre Portugal e Países Baixos, da segunda ronda do Grupo A do Europeu'2022, tem início às 17:30 locais (16:30 em Lisboa) de domingo, na Ziggo Dome, na cidade de Amesterdão, com a dupla de árbitros Marc Birkett (Inglaterra) e Kamil Çetin (Turquia).