W52-FC Porto: linhas mestras traçadas e duas grandes novidades garantidas

W52-FC Porto: linhas mestras traçadas e duas grandes novidades garantidas
Carlos Flórido

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Equipa vencedora da Volta a Portugal formará um plantel com 11 ou 12 ciclistas, mantendo o núcleo duro que inclui Amaro Antunes e João Rodrigues. Destaque para as entradas de Jóni Brandão e Ricardo Vilela.

A W52-FC Porto ainda não fechou o plantel para a próxima época, mas as linhas mestras da equipa que tem dominado o ciclismo português estão traçadas e as duas grandes novidades garantidas: Jóni Brandão, o maior rival de sempre dos portistas, que deixa a Efapel, e Ricardo Vilela, num regresso à equipa que representou em 2014, depois de seis épocas no pelotão internacional, as duas últimas na Burgos-BH.

Como os objetivos continuarão a ser nacionais, com prioridade para a Volta a Portugal - em busca do hexa portista e do nono triunfo desde que a equipa de Sobrado subiu ao escalão principal - e o Grande Prémio JN, o plantel irá perder uma ou duas unidades em relação aos 13 corredores deste ano.

Vão sair Tiago Ferreira e o espanhol Raúl Rico, havendo três casos por definir: Gustavo Veloso, que tem estado em contacto com outras equipas e poderá mudar para o Atum General-Tavira, José Mendes e Edgar Pinto, estes ainda sem renovar e com o último suspenso provisoriamente por anomalias no passaporte biológico anteriores ao seu compromisso com os portistas.

A base da equipa, sabe O JOGO, estava assegurada ainda antes da Volta a Portugal: Amaro Antunes, João Rodrigues, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira, Daniel Mestre e Rui Vinhas continuarão ao serviço do diretor desportivo Nuno Ribeiro, tal como os promissores Francisco Campos e Jorge Magalhães.

Se Ricardo Vilela, um trepador de Bragança com grande capacidade de trabalho, regressa a um grupo onde deixara saudades - embora em 2014 a equipa, apoiada por Adriano Quintanilha apenas a partir da Volta, ainda tivesse o nome de OFM-Quinta da Lixa -, a grande novidade será a entrada de Jóni Brandão na formação com quem sempre lutou. Após seis épocas na Efapel e duas do Sporting, o trepador de Travanca soma, aos 30 anos, três segundos lugares na Volta a Portugal (2019, 2018 e 2015), dois quartos (2020 e 2014) e um quinto (2016). À sua frente ficaram sempre... rivais da W52-FC Porto.