"Trabalho de Van der Poel foi crucial, sabíamos que tendo mais que um na fuga.."

"Trabalho de Van der Poel foi crucial, sabíamos que tendo mais que um na fuga.."
Redação com Lusa

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Stefano Oldani foi o vencedor da etapa 12 do Giro.

A estratégia da Alpecin-Fenix em colocar três homens na fuga do dia rendeu esta quinta-feira a vitória ao italiano Stefano Oldani, na 12.ª etapa da Volta a Itália, que continua liderada pelo espanhol Juan Pedro López (Trek-Segafredo).

Oldani, de 24 anos, cumpriu os 204 quilómetros entre Parma e Génova em 4:26.47 horas, batendo sobre a meta o compatriota Lorenzo Rota (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), segundo, e o neerlandês Gijs Leemreize (Jumbo-Visma), terceiro, ambos com o mesmo tempo.

Nas contas da geral, López conservou a liderança, com 12 segundos de vantagem para o segundo, o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), e o terceiro, o português João Almeida (UAE Emirates).

Num dia em que a caravana homenageou Wouter Weylandt, que morreu durante o Giro de 2011, uma "fuga bidone" com 24 elementos discutiu a vitória, com a força dos números da Alpecin-Fenix, que colocou três homens, entre eles o líder - e hoje, como noutros dias, trabalhador - Mathieu van der Poel.

O destaque dos três que acabaram a discutir na meta deixou para trás homens importantes, como os neerlandeses Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e Wilco Kelderman (BORA-hansgrohe), começando um exercício de marcação cerrada.

Na chegada à meta, dois italianos e um neerlandês viveram um impasse à mexicana, com trocas de olhares entre os três antes de Leemreize lançar, com Oldani a ser mais rápido. "Conheço o Rota, é meu amigo, e sei que é rápido, por isso não foi fácil de gerir. O trabalho de Mathieu van der Poel foi crucial, sabíamos que tendo mais que um na fuga, iam vigiá-lo. Éramos a única equipa com três e conseguimos", explicou o italiano no fim do dia.

O vencedor da tirada descreveu o primeiro triunfo profissional da carreira como "quase como magia", mesmo que o tenha atribuído a "muito, muito trabalho".

Para López, continua o "sonho incrível", o nono dia com a camisola rosa, com a geral a ter poucas alterações no topo, para lá da subida de Kelderman a 13.º, de 23.º, dado o ganho de tempo da fuga.

O pelotão rolou até Génova, a que chegou com mais de nove minutos de diferença para o vencedor, com João Almeida, 47.º, a manter o terceiro da geral, e o segundo na classificação da juventude.

Os outros dois portugueses em prova, ambos da UAE Emirates, perderam ligeiramente na geral: Rui Costa é agora 50.º e Rui Oliveira 149.º.

Na sexta-feira, a 13.ª etapa liga Sanremo a Cuneo em 150 quilómetros, com apenas uma contagem de montanha, de terceira categoria, ainda na primeira metade da tirada.