Rui Costa: o "brincalhão" José Serpa, duas mortes marcantes e as noites em branco

Rui Costa: o "brincalhão" José Serpa, duas mortes marcantes e as noites em branco
Carlos Flórido

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Ciclista português revelou a O JOGO quais os momentos que o deixaram com melhor disposição, assim como as ocasiões mais dramáticas da carreira.

Entrevistado por O JOGO, Rui Costa foi aos extremos e recordou, de uma assentada, os momentos mais cómicos a que já assistiu e os mais dramáticos. No primeiro caso, o ciclista português refere um nome, incontornável no humor: José Serpa.

"Momento mais cómico? Isso é muito difícil! Temos sempre colegas engraçados. Um colega que agora já não está connosco, o José Serpa, fazia sempre rir toda a gente, mesmo quando uma prova corria mal. Era colombiano, e colocava sempre toda a equipa a dançar, com o seu ritmo latino. A equipa dançava em todo o lado, no autocarro, nos hotéis. São imensas as histórias com aquele brincalhão do caraças...", referiu Rui Costa, apontando, no pólo oposto, duas mortes de colegas de profissão como os momentos mais dramáticos:

"Ver um corredor morrer, durante a Volta a Itália. O Wouter Weylandt era da Leopard-Trek, colega do Bruno Pires, e vi-o cair pela televisão. São coisas que nos fazem pensar, nunca estamos preparados. Também me custou muito a morte do Xavier Tondo. Íamos estagiar para Sierra Nevada quando ele sofreu o acidente que o matou. Conhecia-o bem, chegou a ser meu colega de quarto. Lembro-me das noites em que tive de o ajudar, pois tinha uma pedra nos rins e acordava com tantas dores que nem se conseguia levantar, tinha de ser eu a levá-lo ao médico da equipa", relatou Rui Costa.