Rui Costa e o regresso aos triunfos: "Joguei para ganhar e isto é uma motivação"

Rui Costa e o regresso aos triunfos: "Joguei para ganhar e isto é uma motivação"
Carlos Flórido

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Poveiro recordou que já tinha ganho há 14 anos em Maiorca e relatou em detalhe a conquista do Trofeo Calvià

Rui Costa festejou esta quarta-feira a 29.ª vitória de uma carreira profissional iniciada em 2009 - teve mais quatro como sub-23 por Benfica e Seleção Nacional - e a primeira desde o título nacional que conquistou em 2020. Foi também o seu primeiro êxito pela nova equipa, a belga Intermarché-Circus-Wanty, e logo na corrida de estreia

"Isto é uma motivação para mim. É um ano em que troco de equipa e estar aqui, no pódio, com essa nova equipa, e também 14 anos depois de ter ganho em Maiorca conseguir a vencer de novo... é motivante", disse em Palmanova, depois de conquistar o Trofeo Calvià, primeira corrida do Challenge de Maiorca, graças a uma fuga na segunda metade dos 150,1 quilómetros.

Rui Costa bateu ao sprint dois companheiros de fuga, o belga Louis Vervaeke (Soudal-Quick Step) e o irlandês Ben Healy (EF Education-EasyPost).

"Sabíamos que ia ser um dia complicado, pois estava de chuva e também frio e vento. Sabíamos que íamos ter subidas rápidas e também descidas. Para mim o crucial era estar bem colocado depois da subida e da descida muito técnica do Coll de Soler, que estava escorregadio devido à chuva. Esse foi o ponto decisivo, onde a corrida partiu e ficaram uns 15 a 20 corredores na frente. A partir daí foi sempre duro, um percurso rompe-pernas constante. Sabia que estava bem, mas não ao ponto de ganhar. Fico feliz por abrir assim a temporada", relatou Rui Costa.

"Os últimos quilómetros não foram fáceis, pois tínhamos a pressão do grupo que vinha atrás. Nos corredores da fuga não havia muita colaboração e ainda se complicou mais quando o da Quick-Step arrancou. Foi o momento mais difícil, mas houve uma boa colaboração com o rapaz que ficou em terceiro, o que permitiu a discussão da vitória entre os três", revelou ainda o poveiro.

"A verdade é que joguei para ganhar, não para ser segundo. Por isso puxei como um louco para chegarmos os três juntos. O corredor da Quick-Step ia forte, mas tive a colaboração do rapaz que foi terceiro - não sei o nome dele, peço-lhe desculpa... - e o final foi entre os três, apesar da pressão do grupo que vinha atrás. Mas consegui a vitória", continuou o reforço da Intermarché-Circus-Wanty, que terminou categórico.

"Ter outra vitória em Maiorca, 14 anos depois da primeira, e com a camisola de uma equipa nova, deixa a motivação ainda mais em alta. Fazer a primeira corrida do ano e ter uma vitória, não podia pedir mais. Isto foi fantástico", concluiu Rui Costa.