Rúben Guerreiro pode ser bomba de mercado: INEOS e Bora​​​​​​​ atacam o português

Rúben Guerreiro pode ser bomba de mercado: INEOS e Bora​​​​​​​ atacam o português

Ficar na EF Education é hipótese remota. Corredor de Pegões mudou de empresário e, apesar de ter contrato com a formação norte-americana para a próxima época, pode ser uma bomba de mercado. Equipa britânica já tentara o trepador em 2020

Rúben Guerreiro tem em carteira a possibilidade de mudar de equipa em 2023 e, à data de hoje, a possibilidade de ficar na EF Education é remota, mesmo tendo contrato assinado para a próxima época. Sabe O JOGO que a INEOS e a Bora-hansgrohe entraram no concurso pelo ciclista português, avaliando-o como uma peça importante tanto para as clássicas como para ser suporte de líderes em Grandes Voltas.

A Ineos terá apresentado uma oferta mais tentadora a nível económico, voltando à carga pelo trepador do Montijo, que já tinha pretendido antes de este assinar pela EF, em 2020, depois de um ano na Katusha e dois na Trek.

A formação que dominou a Volta a França de 2012 a 2019 - só perdeu a de 2014 - está à procura de atletas para continuar a cimentar a sua revolução no plantel e, fundamentalmente, lutar pelas provas nas Ardenas e pela Lombardia, depois de já se ter apetrechado com vários nomes nas provas de um dia no paralelo, como se viu pela vitória na Paris-Roubaix da última época.

A Bora, por sua vez, olha para Rúben Guerreiro como líder em provas de uma semana, carta importante para etapas de montanha e clássicas e, claro, como uma ajuda aos líderes em provas de três semanas.

Em qualquer dos casos, será o primeiro português a integrar a estrutura britânica ou alemã, sendo que João Almeida, antes de assinar pela UAE, também teve proposta de ambas.

Aos 28 anos, o vencedor da montanha no Giro"2020 e campeão nacional em 2017 quer um novo desafio e lutar por vitórias. Mudou de empresário, de João Correia para Giuseppe Acquadro, justamente por isso.

Acquadro, o agente da polémica

O empresário italiano Giuseppe Acquadro tem, atualmente, seis corredores da INEOS ao seu cuidado - entre as mais de três dezenas que a sua empresa, registada no Mónaco, representa - e ficou conhecido por conseguir desvinculações de quem tem contrato, até então uma raridade no ciclismo.

Richard Carapaz, que rumará à EF em 2023, assinou pela INEOS logo depois de ganhar o Giro'2019 e iniciou uma polémica com a Movistar que se prolongaria com a saída de Andrey Amador.

Ainda mais discutida foi a chegada de Ramiro Sosa à Sky: a Trek tinha pago a sua desvinculação da Androni, mas não assinara contrato e perdeu-o.

Egan Bernal é agenciado por Acquadro, que negociou a sua renovação até 2026, por 2,8 milhões de euros anuais, antes de o colombiano se lesionar.