Quintana e Valverde juntos no Tour e na Vuelta

Quintana e Valverde juntos no Tour e na Vuelta

Os ciclistas Nairo Quintana e Alejandro Valverde vão correr juntos o "Tour" e a "Vuelta", dividindo a liderança da Movistar, anunciou o diretor desportivo da equipa espanhola Eusebio Unzué.

"Entre diretores, médicos e preparadores avaliámos tudo e percebemos que, com eles juntos, a equipa melhora muito. Separá-los debilita-nos, embora nos dê a possibilidade de lutar por mais objetivos. E eles também concordam que é melhor estarem juntos, porque podem dividir a responsabilidade", explicou, esta sexta-feira, Unzué numa conferência de imprensa em Pamplona.

Depois de em 2014 Quintana ter optado por correr (e ganhar) a Volta a Itália, com Valverde a concentrar-se na Volta a França, no qual foi quarto, e ambos a disputarem a Volta a Espanha, com pódio final do espanhol (terceiro), a Movistar reformulou o plano e decidiu que na próxima época os seus líderes estarão no "Tour" e na "Vuelta".

"Cada um está disposto a ajudar o que estiver melhor, o que nos levou a pensar que o mais correto seria que os dois fizessem as grandes Voltas que pensámos inicialmente, ainda que com calendários diferentes antes", prosseguiu o diretor desportivo.

A aposta da equipa não parece desagradar a Valverde, que fez questão de frisar que ele e Quintana não são Chris Froome e Bradley Wiggins, referindo-se à rivalidade que os dois corredores da Sky demonstraram na estrada e fora dela no "Tour" 2012.

"É óbvio que o Nairo é um corredor que pode perfeitamente aspirar a ganhar o `Tour". Eu posso estar muito perto, mas, para mim, a tarefa é mais complicada. Sou realista e sei que no `Tour" primeiro está o Nairo e depois eu", assumiu o espanhol.

Já o vencedor do "Giro" destacou a "estupenda" relação que tem com o seu companheiro de equipa, mostrando-se "agradecido" pelo apoio que Valverde lhe dá: "É um orgulho ter o apoio de uma pessoa tão importante e, de certeza, faremos um bom `Tour"".

Quanto ao "Giro", a opção da Movistar, equipa que acabou o ano no primeiro lugar do "ranking" mundial, passará por dar oportunidade a outros ciclistas menos óbvios, como os espanhóis Beñat Intxausti, Jesús Herrada ou Ion Izagirre.