O que pode acontecer a Raúl Alarcón, suspenso preventivamente pela UCI

O que pode acontecer a Raúl Alarcón, suspenso preventivamente pela UCI

Espanhol da W52-FC Porto teve de explicar anomalias encontradas no passaporte biológico e arrisca ser suspenso quatro anos. Não deverá perder as vitórias na Volta a Portugal

O espanhol Raúl Alarcón (W52-FC Porto), vencedor da Volta a Portugal em 2017 e 2018, está suspenso preventivamente, ao que tudo indica devido a anomalias no seu passaporte biológico durante a última época.

Já em maio deste ano havia sido noticiada uma investigação da agência antidopagem espanhola ao corredor portista, que na altura a negou, tendo mesmo pedido explicações ao organismo, que também negou a sua existência. Está por determinar se foi esse caso que chegou à União Ciclista Internacional (UCI) e gerou esta suspensão.

Os casos de suspensão preventiva por "uso de métodos e/ou substâncias proibidas", como escreve o comunicado da UCI devem-se normalmente à deteção de valores considerados anómalos nos passaportes biológicos dos atletas. Ou seja, a uma alteração significativa nos dados das análises sanguíneas que são feitas periodicamente e comparadas pelos técnicos das comissões antidopagem.

Nestes casos, o procedimento seguinte é chamar o atleta para explicar as alterações nos valores, que podem dever-se a um estágio em altitude, doença ou acidente, como o que o corredor da W52-FC Porto sofreu em maio, durante o Grande Prémio Abimota.

Caso a UCI não aceite essas justificações, segue-se a suspensão preventiva durante uma fase de inquérito, podendo depois originar uma sanção que normalmente era de dois anos de suspensão para uma primeira infração e mais recentemente subiu para quatro.

Os resultados anteriores ao caso não serão afetados, pelo que os dois triunfos de Alarcón na Volta a Portugal não estarão em causa, a não ser que tenha sido detetada alguma anomalia em análises mais antigas.

Na última época, Alarcón correu a Volta à Comunidade Valenciana (95.º), a Volta ao Algarve (19.º), a Clássica da Arrábida (2.º), a Volta ao Alentejo (3.º), a Volta à Turquia (17.º) e a Volta ao Luxemburgo, que não terminou, todas corridas internacionais, tendo entre as provas nacionais sido 40.º no Troféu O JOGO/Leilosoc, para a 23 de junho, na última etapa do Grande Prémio Abimota, ter sofrido uma queda grave, que o afastou para o resto da época.