Motores nas bicicletas custam de 20 mil a 200 mil euros

Motores nas bicicletas custam de 20 mil a 200 mil euros

Mecânico assegura que as rodas eletromagnéticas são o suficiente "para fazer de um corredor normal um fenómeno".

As fraudes mecânicas no ciclismo, através de motores camuflados dentro das bicicletas e rodas eletromagnéticas, voltam a estar na ordem do dia, graças a uma explicação de um engenheiro, publicada pela Gazzetta dello Sport, sobre os métodos utilizados para a aplicação da mesma.

"São metidos no tubo vertical e engrena entre os dentes cónicos e o eixo do pedal. O motor é somente um cilindro plástico e silencioso, produz entre 50 a 500 watts e é comandado via Bluetooth", avançou o profissional mecânico, enquanto Istvan Varjas, outro especialista consultado pelo jornal francês L'Equipe, revela que estão conectados ao monitor de frequência cardíaca dos ciclistas.

A bateria destes motores plásticos e silenciosos, avança a mesma fonte, dispõe de uma autonomia limitada e custam, no caso das versões de primeira geração, cerca de 20 mil euros. Os mais sofisticados andam entre os 100 e 150 mil euros.

Já as rodas eletromagnéticas, de acordo com a explicação do mesmo engenheiro, funcionam através "de um mecanismo escondido no pneu, ativado com o potenciómetro". "Está a custar 200 mil euros e, mesmo que origine menos potência, entre 20 a 60 'watts', pode ser carregado com a pedalada e é o suficiente para fazer de um corredor normal um fenómeno."

Recorde-se que a polémica da fraude mecânica surgiu no ciclismo quando foi descoberto, no início do último mês de fevereiro, um motor dentro da bicicleta de Femke Van den Driessche nos Mundiais de ciclocrosse.