Queda coletiva afeta Portugal no arranque da Volta a França do Futuro

Queda coletiva afeta Portugal no arranque da Volta a França do Futuro

Primeira etapa da prova ganha pelo dinamarquês Mathias Norsgaard Jorgensen.,

O ciclista Gonçalo Carvalho foi o melhor português no arranque da Volta a França do Futuro (sub-23), ao terminar na 51.ª posição da tirada, ganha pelo dinamarquês Mathias Norsgaard Jorgensen e marcada por uma queda coletiva.

O acidente, que afetou três dos seis portugueses em prova, Afonso Silva, Guilherme Mota e Marcelo Salvador, deu-se numa altura em que o pelotão tentava alcançar Jorgensen, que viria a vencer em solitário, após uma fuga de 118 quilómetros, iniciada ao décimo quilómetro na companhia do esloveno Ziga Horvat.

Depois de ter deixado a fuga ganhar uma vantagem que viria a revelar-se incontrolável, o pelotão arriscou na fase final dos 128,8 quilómetros de percurso e acabou por deixar a corrida marcada negativamente por uma queda de grandes dimensões.

Mathias Norsgaard Jorgensen cumpriu a etapa, com partida e chegada em Marmande, em 2:58.49 horas, enquanto os britânicos Ethan Hayter e Thomas Pidcook, segundo e terceiro, respetivamente, a 52 segundos, encabeçaram o pelotão.

A queda deu-se fora da zona de proteção dos três quilómetros finais, mas, tendo em conta que envolveu mais de 30 corredores, a organização, em conjunto com o colégio de comissários, optou por atribuir aos acidentados o mesmo tempo do pelotão principal.

Deste modo, toda a seleção portuguesa está a 52 segundos do camisola amarela, exceto Francisco Campos, 146.º, a 8.56 minutos, porque já descolara no momento da queda. Gonçalo Carvalho é 51.º, Jorge Magalhães 84.º, Afonso Silva 129.º, Guilherme Mota 131.º e Marcelo Salvador 133.º.

Afonso Silva, Guilherme Mota e Marcelo Salvador, sempre acompanhados pelo médico da seleção lusa, Filipe Lima Quintas, deslocaram-se ao hospital de Marmande e só após avaliação saberão se continuarão em prova.

Na sexta-feira, disputa-se a segunda etapa, um contrarrelógio coletivo de 32 quilómetros, entre Eymet e Bergerac, que constituirá o primeiro grande teste à capacidade das 26 equipas, após as marcas deixadas pela queda.