GP O JOGO/Leilosoc: "Vamos chegar rebentados ao final, como se tivéssemos feito 200 km"

GP O JOGO/Leilosoc: "Vamos chegar rebentados ao final, como se tivéssemos feito 200 km"
Frederico Bártolo

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GRANDE PRÉMIO O JOGO/LEILOSOC - Explosivo e capaz de subir com os melhores em montanhas curtas, o corredor de Paredes revela que tem como prioridade a prova que arranca no sábado, tendo abdicado da Volta ao Algarve para evitar quedas.

Foi pela RP-Boavista que Luís Mendonça completou a sua afirmação no ciclismo português, em 2019. Depois de ganhar pelos axadrezados a Volta ao Alentejo de 2018 e de ser segundo no GP Abimota desse ano, viria a triunfar na primeira etapa e na geral do Grande Prémio O JOGO, à frente de Jóni Brandão, na altura na Efapel. Mendonça, que agora está na equipa de Águeda, ao serviço de Rúben Pereira, quer defender o título.

"Este ano tenho a mesma confiança, mas a corrida tem um perfil muito mais duro. São etapas curtas e muito exigentes. É possível vencer. As montanhas são difíceis, mas distantes e não há um final em alto. Isso joga a meu favor", diz a O JOGO, precisando que a rota "é mais difícil do que em 2019" e reconhecendo que fará a avaliação em corrida: "Se estiver bem no primeiro "altinho" - é uma subida que vai dos 11 aos 22 km -, aí vou ter noção de como estou".

O Grande Prémio O JOGO/Leilosoc tem a particularidade ter duas etapas num só dia, amanhã: primeiro há 77,9 km, com partida e chegada em Castro Daire; à tarde são mais 64,1 km, em São Pedro do Sul. "O ponto chave vai ser nesse segundo setor, que tem dois prémios de 1.ª categoria. E as etapas são curtas e nervosas, logo difíceis de controlar. Sem um companheiro de equipa para anular uma fuga, tudo pode ficar imprevisível. Haverá ciclismo de ataque e faltam-nos provas destas. É pena que não haja diretos nas televisões. Vamos todos chegar completamente rebentados ao final, como se tivéssemos feito 200 km", aponta o natural de Paredes, que preparou a corrida ao pormenor, depois de arrancar a época com uma vitória na Prova de Abertura: "Ganhar a Abertura foi formidável. Foi um trabalho de equipa espetacular. Espantei os fantasmas, depois de ter desistido da Volta a Portugal de 2020 pelo falecimento do meu pai e após as lesões que sofri. Foi uma opção não ir à Volta ao Algarve, para não arriscar quedas e retirar um pouco do stress das corridas. Tenho o Prémio O JOGO como objetivo."

Em 2019, Mendonça surpreendeu com o ataque demolidor no Monte Félix, da Póvoa de Varzim, que lhe deu o triunfo, sendo depois segundo em Vieira do Minho. "Segui para o risco de meta com o Jóni. Colaborámos. Tinha a amarela na mão, e não podia ter uma ambição desmedida e querer duas etapas e a geral. Nem era preciso combinar", recordou, ele que tentará ser o primeiro a ganhar duas edições seguidas.