"Giro? Não há muito a dizer, há uma mudança geracional a ter lugar"

"Giro? Não há muito a dizer, há uma mudança geracional a ter lugar"
Redação com Lusa

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Após a 18.ª etapa da Volta a Itália, que esta quinta-feira passou pelo Passo di Stelvio, Nibali, que acabou a etapa em oitavo, atrás de João Almeida, salientou o êxito de ciclistas mais novos.

O ciclista italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), que já venceu as três grandes Voltas, notou esta quinta-feira uma "mudança geracional" no pelotão internacional, com a emergência de nomes como o português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) ou o australiano Jai Hindley (Sunweb).

Após a 18.ª etapa da Volta a Itália, que esta quinta-feira passou pelo Passo di Stelvio, Nibali, que acabou a etapa em oitavo, atrás de João Almeida, salientou o êxito de ciclistas mais novos.

A caminho dos 36 anos, o vencedor do Giro em 2013 e 2016, da Volta a Espanha em 2010 e da Volta a França em 2014 notou a idade de Hindley (24 anos), segundo na geral e vencedor da tirada, de João Almeida (22), líder 15 dias da corsa rosa e agora quinto, e também do britânico Tao Geoghegan Hart, que aos 25 anos é terceiro.

"O ritmo era muito alto e os outros estão mais rápidos, não há muito a dizer. Há uma mudança geracional a ter lugar. Os anos chamam, e eu devo ser o único de 1984 ainda a lutar para ser primeiro", notou o "tubarão de Messina", alcunha pela qual ficou conhecido.

Aquele que é um dos dois ciclistas em ativo a conseguir vencer as três principais corridas (o outro é o britânico Chris Froome) elogiou Hindley como "muito forte", lembrando outras capacidades do australiano, mas também Almeida e Hart, numa altura em que vai em oitavo na geral e espera mais diferenças na frente após a etapa de sábado.

"Amanhã [sexta-feira, etapa plana], não vai acontecer nada. Mas depois, no sábado, a corrida volta a explodir", atirou.

A 103.ª edição da Volta a Itália em bicicleta termina no domingo, com um contrarrelógio em Milão.