Efapel vai contornar adiamentos com calendário internacional

Efapel vai contornar adiamentos com calendário internacional
Frederico Bártolo

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Equipa disputará várias corridas em Espanha e acredita que pode ter mais hipóteses numa Algarvia mais tardia.

O adiamento da Volta ao Algarve, de 17 a 21 de fevereiro, para 5 a 9 de maio, faz com que um dos objetivos da época das equipas portuguesas tenha sido também atrasado. As formações estão a adiar os picos de forma, adiando estágios para poder concentrar a otimização da preparação mais perto da Algarvia, esperando que esta se realize.

Apesar de as equipas desejarem que as duas provas da Taça de Portugal, Prova de Abertura, a 7 de março, e a Clássica da Arrábida, de 14, vão para a frente, estão a ultimar calendários de modo a participarem em corridas no estrangeiro. A O JOGO, a Efapel diz isso mesmo. "Estamos mais confiantes porque Espanha nos abriu as portas. Não quisemos arriscar em Múrcia, mas tínhamos convites para lá e Valência também. Temos confirmadas as idas a Amorebieta [11 de abril], Miguel Indurain [3 de abril], Circuito Internacional em França [8 a 11 de abril], Volta às Astúrias [30 de abril a 2 de maio] e Volta a Madrid [6 a 9 de maio]. Depois do Algarve iremos a Getxo e Ordizia [25 de julho] e Circuito de Getxo [1 de agosto]. Poderemos fazer a Colômbia em setembro e com a mudança da Volta ao Algarve poderemos fazer Andaluzia [24 a 28 de maio] e Sem a Volta ao Algarve, pode haver possibilidades de fazer Andaluzia e se houver Castela e Leão [27 a 20 de julho]", explica o diretor desportivo, Rúben Pereira.

Quanto ao Algarve a expectativa é estar bem e disputar a corrida seja quando for, o que até pode aumentar as possibilidades para os portugueses caso o cenário expectável se confirme quanto às equipas de World Tour. Não sendo em fevereiro, muitos dos principais homens da elite tenderão a escolher outras provas de World Tour, alguns descartando a Algarvia, de segundo escalão. "O ciclismo português precisa da Volta ao Algarve. Tanto pela visibilidade como pelo carácter do país. Acreditamos no esforço da Federação e que se vai realizar. Tínhamos objetivos com o Frederico Figueiredo e não é descabido pensar que noutra data, com rivais diferentes, os portugueses se possam intrometer no pódio", conclui.