Efapel junta-se ao projeto de José Azevedo e Joaquim Silva é um dos reforços

Efapel junta-se ao projeto de José Azevedo e Joaquim Silva é um dos reforços
Frederico Bártolo

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Joaquim Silva, vencedor do JN, é um dos reforços, e, tal como Tiago Antunes, provém do Mortágua. A meta é arrancar de forma competitiva, competir no estrangeiro e potenciar jovens no pelotão nacional

José Azevedo, como O JOGO antecipou em primeira mão, está de regresso ao ciclismo e agora como manager de uma equipa. E terá um patrocinador de peso com anos de desenvolvimento da modalidade. A Efapel, que deu apoio à Full Racing, projeto que foi segundo na Volta a Portugal e o mais vitorioso do ano, deixa de estar ligada à estrutura de Águeda e abraça a ideia de um dos maiores ciclistas que Portugal conheceu e o único a ser diretor geral no World Tour, como foi na Katusha. "Criei um clube de ciclismo, independente de uma autarquia. O Clube Ciclismo Kyklos Sport nasce de uma ideia amadurecida e a Efapel transmitiu-me a ideia de continuar no ciclismo e viram que o meu nome podia dar confiança ao projeto. As coisas foram avançando e não quero fazer comparações com a anterior equipa que estava com eles", principia, a O JOGO, José Azevedo, preferindo manter confidenciais os valores do patrocínio que será de três anos.

"Quero ser uma equipa competitiva, que vise ganhar, que tem ao mesmo tempo a proposta de apostar na formação e que permita aos jovens darem o salto para outras equipas. Quero ter uma imagem forte, divulgar a marca e pensar em provas internacionais, tentando levar as marcas portuguesas lá fora, mostrando que temos qualidade, conhecimento e podemos ser referência", detalha.

Azevedo vê que o projeto pode ir além de três anos e lembra os tempos de Katusha. "O mais difícil de ser manager era decidir quando um contrato não iria ser prolongado. O que disse a mim mesmo é que não voltaria a assumir uma responsabilidade por uma decisão que não tinha partido de mim", assinala, projetando a vontade de ir ao estrangeiro correr para evoluir os jovens. Ao seu lado terá Hélder Miranda, também diretor desportivo, empregará mais de dez pessoas e diz-se tranquilo pelo facto de estar a concurso com a Sicasal pelo preenchimento da décima vaga permitida em Portugal. "Não há nenhuma equipa portuguesa que diga que está na estrada. A federação ira atribuir dez licenças. Se houver mais solicitações, será a federação a usar critérios de avaliação. Estou tranquilo", afirma, passando a apresentar os ciclistas.

Da Sicasal chega Francisco Guerreiro, Fábio Fernandes vem da Efapel, o campeão nacional de sub-23, e que Azevedo acompanhou nesse dia feliz, Pedro Andrade, ex-Axeon, "é um trepador com margem para evoluir". Rafael Silva (Feirense) é o ciclista mais rápido do grupo, ainda que Azevedo esteja a negociar com outro sprinter. "João Benta aponta à Volta e a Torres Vedras, mas quero vê-lo mais durante o ano", analisa o experiente trepador ex-Boavista, completando o lote com três Tavfer-Measindot-Mortágua: Gaspar Gonçalves, Tiago Antunes e Joaquim Silva. "O Joaquim é um dos líderes, mas todos têm de sentir que podem ser líderes. Ganhou o JN e olhando à época 2021 foi dos mais regulares, porque terminou nos seis e sete primeiros constantemente. Espero que a vitória lhe tenha dado confiança", termina, admitindo que as duas vagas são para um ciclista que dê vitórias ao sprint e a última para um nome que possa surgir.